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julho 21, 2024
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Receita das exportações de café do Brasil bate recorde em maio

Valor exportado no mês passado alcançou US$ 1,017 bilhão.

Por Globo Rural

A receita cambial das exportações de café do Brasil atingiu, em maio deste ano, o maior valor mensal já registrado na história, com US$ 1,017 bilhão. O montante é 85,9% maior em relação ao mesmo mês de 2023. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11/6) no relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Em relação ao volume, foram embarcadas 4,4 milhões de sacas de 60 kg de café em maio deste ano, um salto de 79,6% em comparação ao mesmo mês de 2023.

De acordo com a Cecafé, o comportamento dos embarques de maio e do acumulado dos meses reflete “a excelente performance dos cafés canéforas (conilon + robusta)”. Só em maio, foram exportadas 868,3 mil sacas de cafés canéforas, que incluem as espécies robusta e conilon.

Com isso, o Brasil atinge a marca de 43,7 milhões de sacas exportadas no período de julho de 2023 até maio deste ano, caminhando para a quebra do recorde das exportações neste ciclo, conforme destaca o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira. Ele ressalta que este acumulado está a 2 milhões de sacas para superar o maior valor histórico de um ciclo, alcançado com a safra 2020/21, quando o país comercializou 45,7 milhões de sacas.

“Esse novo volume máximo é bem plausível de ser alcançado, já que, desde outubro do ano passado, temos embarcado uma média superior a 4 milhões de sacas ao mês”, projeta Ferreira.

No acumulado de janeiro ao final de maio de 2024, as exportações brasileiras de café totalizam 20,7 milhões de sacas, montante também recorde para o período e que apresenta uma alta de 52,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita foi de US$ 4,47 bilhões, aumento de 50,8% versus o intervalo de 2023.

O aumento pelo interesse dos canéforas brasileiros acontece em meio a um problema de oferta dos principais produtores do mundo, Vietnã e Indonésia, além de desafios climáticos enfrentados por outras origens produtoras, como México e Colômbia.

Entre janeiro e maio deste ano, apesar da liderança de importações do café brasileiro continuar nas mãos de Estados Unidos, Alemanha e Bélgica, que são responsáveis pela compra de quase 9 milhões de sacas de café, as origens produtoras têm aumentado a compra do grão brasileiro.

O México, por exemplo, aumentou 928,8% das importações entre janeiro e maio de 2024 em relação ao mesmo intervalo do ano passado, passando de 38,7 mil sacas para 398,6 mil sacas.

O Vietnã também teve expressivo aumento na variação anual de 265%, saindo de 39,6 mil sacas nos cinco primeiros meses de 2023 para 144,7 mil sacas no intervalo deste ano.

Tipos de café
De janeiro ao fim de maio, o Brasil exportou 15,65 milhões de sacas de café arábica, que segue como a espécie mais exportada pelo Brasil. O valor representa 75,7% do total dos embarques, além de ser uma alta de 36,3% na comparação com os primeiros cinco meses de 2023. Os grãos canéfora vem na sequência, respondendo por 16,6% do geral.

“A performance histórica dos conilons e robustas brasileiros em março e abril voltou a ser observada em maio e possibilitou a quebra do recorde nas exportações dos cafés verdes, tudo isso em pleno auge da entressafra brasileira”, comenta o presidente do Cecafé.

De acordo com ele, o cenário internacional do mercado também favorece a maior ocupação de espaços pelos cafés do Brasil. “As incertezas sobre as colheitas de importantes produtores mundiais e a consequente restrição de oferta, como de Vietnã e Indonésia, abrem portas para que nossos cafés, em especial os canéforas, ampliem seu market share e consolidem o país como o principal player global, com oferta de qualidade em quantidade”, completa.

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