Café e açúcar operam com estabilidade, enquanto algodão sobe
Após dias de altas acentuadas e recordes, os preços do cacau e do café registraram quedas esta manhã, depois de um fechamento de mercado com freio na escalada de preços. Os contratos da amêndoa para março estão negociados a US$ 11.897 a tonelada, um recuo de 1,72% na abertura do pregão da bolsa de Nova York, nesta sexta-feira (20/12).
Segundo a consultoria Trading Economics, a queda dos preços reflete o mercado tentando segurar as cotações, já que o preço da matéria-prima está pesando para a indústria de chocolate, em especial dos Estados Unidos e da Europa, que são as mais demandantes nessa época do ano.
Os papéis do café arábica também abriram em queda, mas rapidamente se estabeleceram entre o campo positivo e de estabilidade, com uma leve alta, de 0,12%. Os contratos de março do arábica operam a US$ 3,2415 a libra-peso.
É um fôlego momentâneo para a indústria, porém agentes de mercado seguem atentos ao clima no Brasil, Vietnã e Colômbia para ter maior precisão do volume disponível ano que vem. Nas lavouras de café brasileira, há chuvas previstas para dezembro e janeiro, o que influenciará a planta e o número de grãos formados, dando um alento aos produtores e à cadeia.
Os lotes do açúcar demerara, com vencimento em março, estão cotados a 19,39 centavos de dólar por libra-peso, uma queda suave, de 0,05%. A maior safra global para 2024/25 é o pano de fundo para a desvalorização consecutiva, mas que era esperada pelos agentes de mercado.
Os contratos de mesmo prazo para o algodão vão na contramão e sobem 0,18%, cotados a 68,03% centavos de dólar por libra-peso. Fatores como condições climáticas e expectativas de produção influenciam essas cotações.
