Fonte: Revista Cafeicultura
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quarta-feira (12) que o governo do presidente Donald Trump deve anunciar em breve reduções nas tarifas de importação sobre produtos como café, bananas e outras frutas. A medida tem como objetivo responder à crescente insatisfação dos eleitores com o custo de vida, que resultou em derrotas do Partido Republicano nas eleições estaduais da última semana.
“Nos próximos dias, vocês verão alguns anúncios importantes sobre produtos que não cultivamos aqui nos Estados Unidos — o café é um deles, bananas, outras frutas e itens como esses”, declarou Bessent em entrevista à Fox News.
Embora o secretário não tenha detalhado quais países ou produtos serão beneficiados, o movimento é interpretado como uma tentativa da Casa Branca de reduzir a pressão inflacionária sobre itens de consumo básico, especialmente alimentos importados.
O café, por exemplo, é um produto 100% importado pelos Estados Unidos, sendo Brasil, Colômbia e Vietnã os principais fornecedores. Uma eventual redução tarifária pode aumentar a competitividade do produto brasileiro e impulsionar as exportações do setor cafeeiro nacional, num momento em que o mercado global segue atento à oferta limitada de café robusta.
Bessent também afirmou que a população americana deve começar a sentir uma melhora no poder de compra a partir do primeiro semestre de 2026, com os salários crescendo acima da inflação. Ele voltou a culpar a administração anterior, de Joe Biden, pelo cenário de alta de preços e afirmou que o governo Trump “herdou este caos de acessibilidade”.
Questionado sobre a proposta de cheques de reembolso de US$ 2.000 para famílias com renda anual inferior a US$ 100 mil — uma das ideias ventiladas por Trump para aliviar o custo de vida —, o secretário disse que “nenhuma decisão foi tomada”, mas ressaltou que há “muitas opções em estudo”.
A Casa Branca, o gabinete do Representante Comercial dos EUA e o Tesouro não se pronunciaram oficialmente sobre o tema. No entanto, o mercado acompanha de perto o possível impacto das medidas no comércio agrícola, especialmente para produtos tropicais como o café, cujo consumo segue em alta nos EUA.
