Agricultura

“Há uma decepção”, diz Cecafé após isenção parcial de tarifas dos EUA.

Fonte: Café Point

Com a retirada apenas da tarifa de 10%, mas não dos 40% adicionais aplicados ao Brasil, entidades do setor afirmam que a decisão mantém desvantagens competitivas.

“O setor esperava já virar essa página.” A avaliação é de Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, ao comentar hoje pela manhã à Espresso a decisão dos Estados Unidos de retirar as tarifas de importação sobre o café de todos os países. “Nossa situação é pior [do que a de outros países] porque todos os nossos concorrentes já têm acordos bilaterais firmados ou só tinham a tarifa de 10% e que, agora, ficam zerados. A gente está com 40%”, analisa Matos, referindo-se, respectivamente, aos acordos firmados com Vietnã e Indonésia – que já operavam com tarifas menores –, à isenção total das tarifas para Colômbia, Etiópia e Costa Rica, e à ordem executiva 14.323, referente ao Brasil e que impôs uma tarifa adicional de 40%, vigente desde agosto.

A Casa Branca anunciou ontem (14) a isenção das “tarifas recíprocas” impostas pela ordem executiva 14.257, que fixava uma alíquota básica de 10% sobre café e outros produtos desde 5 de abril, com taxas específicas por país vigentes a partir de 9 de abril. Para Matos, a decisão deixou “uma decepção” no setor. Ele informou ter conversado ontem por telefone com o vice-presidente Geraldo Alckmin e disse ver agora necessidade de “foco total para a negociação acelerar”. Segundo ele, se a estratégia de isentar todos os produtos por 90 dias não avançar “porque há produtos que têm resistência”, o caminho deve ser negociar caso a caso e buscar a liberação imediata do café.

Em comunicado, a BSCA (Associação Brasileira de Cafés Especiais) lamentou que a nova ordenação não inclua a retirada total das tarifas de 50% aplicadas aos cafés do Brasil, “especialmente aos cafés especiais”. Para a entidade, a manutenção dos 40% “amplia distorções no comércio e tende a intensificar, no curto prazo, a queda nas exportações de cafés especiais aos Estados Unidos”.

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