Café segue subindo, enquanto algodão opera estável; açúcar e suco de laranja caem
Os contratos de cacau iniciam a sexta-feira (29/11) em forte alta na abertura da bolsa de Nova York após o feriado de Ação de Graças, com os futuros para março subindo 4,06%, a US$ 9.436 por tonelada.
Especialistas do setor apontam que, apesar da estabilidade recente nos preços, a relação entre oferta e demanda continuará influenciando as cotações do cacau. O aumento das colheitas na Costa do Marfim, principal produtor mundial, alivia parcialmente a oferta global, mas a redução dos estoques em mercados como os Estados Unidos pode trazer volatilidade já no início de 2024, aponta o Mercado do Cacau. O mercado segue vigilante para qualquer mudança climática que possa impactar a produção da amêndoa.
Café
O café arábica segue em alta após atingir um preço histórico na bolsa de Nova York no último pregão. Os contratos com entrega para março avançam 0,73%, cotados a US$ 3,2540 por libra-peso
Como principal fator para a alta, o clima seco provocado pelo El Niño no início deste ano pode resultar em danos de longo prazo para as lavouras de café na América Central e do Sul. No Brasil, a precipitação de chuvas tem ficado consistentemente abaixo da média desde abril, o que afetou os cafezais durante a fase de floração e pode impactar negativamente a safra de café arábica de 2025/26.
O portal Barchart pontua que a Colômbia ainda se recupera da seca induzida pelo El Niño e as chuvas no Estado de Minas Gerais estão 10% abaixo da média histórica para o período.
Algodão, açúcar e suco de laranja
O algodão para março opera estável, com avanço de 0,1%, a 71,75 centavos de dólar por libra-peso.
Do lado das quedas, o açúcar demerara cai 1,75%, a 21,31 centavos de dólar por libra-peso para os contratos com entrega em março.
Já o suco de laranja concentrado e congelado recua 1,59% a US$ 5,1375 por libra-peso.
