Agricultura

Oriente Médio: Risco na indústria química?

Fonte: Agrolink

Segundo a entidade, não há, até o momento, ruptura operacional.

A escalada das tensões no Oriente Médio tem provocado apreensão em setores estratégicos da economia. Diante desse cenário, a Associação Brasileira da Indústria Química divulgou nota oficial informando que acompanha com atenção o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, e seus possíveis desdobramentos para a economia global e a indústria química brasileira.

Segundo a entidade, não há, até o momento, ruptura operacional nas cadeias de suprimento que atendem ao Brasil. Ainda assim, os impactos já são percebidos de forma indireta, principalmente por meio da energia, dos fertilizantes, dos petroquímicos básicos e do câmbio. A Abiquim destaca que o Irã produz cerca de 3,5 milhões de barris de petróleo por dia e que o Estreito de Ormuz concentra parcela relevante da oferta e do comércio marítimo global da commodity. Uma eventual restrição prolongada ao tráfego na região pode pressionar o preço do Brent e afetar diretamente a nafta petroquímica, principal insumo da indústria química nacional.

A nota também ressalta que, embora o Brasil seja exportador líquido de petróleo, depende da importação de derivados como diesel, GLP e nafta. Uma alta sustentada do Brent tende a elevar custos industriais, fretes e inflação. No segmento químico, um aumento de US$ 20 no barril pode reduzir o spread petroquímico entre 10% e 25%, dependendo das condições de mercado.

A entidade aponta ainda vulnerabilidades relacionadas aos fertilizantes nitrogenados, já que o país importa cerca de 85% do que consome, além de possíveis pressões sobre intermediários químicos e maior volatilidade cambial. A Abiquim trabalha com três cenários, que vão de um conflito limitado a uma escalada regional ampla, e defende políticas estruturantes para reduzir a dependência de insumos importados e ampliar a resiliência da indústria química brasileira.

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