Fonte: Café Point
Irrigação tem se mostrado importante diante do aumento nos problemas de déficits hídricos que dão prejuízos significativos na produtividade das lavouras.
Aqui no Brasil, a irrigação em cafezais tem se mostrado muito importante diante do aumento nos problemas de déficits hídricos que dão prejuízos significativos na produtividade das lavouras. Ultimamente, os sistemas mais utilizados têm sido o gotejamento e a aspersão.
Na aspersão, podem ser usados pivôs, canhões e aspersores normais para distribuição da água. Na aspersão normal, foi desenvolvido o sistema em malha, mais simples e adaptado para pequenos projetos. Neste sistema, os aspersores são distribuídos para serem abertos apenas um cada malha, visando atender à vazão desejada com tubos de menor diâmetro. Na malha normal são utilizados, na distribuição final, tubos de 3/4 polegadas, com aspersores de pequena vazão, entre 1 a 2 m3 por hora e distância de 12 a 18 m entre eles – com isso usando mais de 30 pontos de aspersores por ha.
Um sistema de malha larga foi desenvolvido (Matiello, 2013) com aspersores de maior vazão (com 8-10 m3 /h) e maior raio de ação, acoplados a redes de tubos de 50 mm e espaçados em 30 x 30 m, diminuindo o número para 11 aspersores por ha e permitindo reduzir o trabalho de abertura de valas e o uso de estacas de suporte. Também fica reduzido o trabalho de troca de aspersores.
Recentemente, um projeto com o uso de aspersão em malha larga foi instalado em propriedade na Zona da Mata de Minas para atender a uma área de plantio de café de 7 hectares. Foram utilizados tubos de 75 mm na rede principal e de 50 mm na rede terminal, de onde sobem tubos, para suporte de aspersores. Foi usado o modelo de aspersor da marca Asperjato 600 S, a cada 30 x 30 m. O diferencial de nível chega até 32 m e a bomba foi dimensionada com 10 CV e 4 estágios, sendo capaz de operar, por vez, com 6 aspersores na parte mais baixa e 4 na parte mais alta. Com trabalho de 10 horas diárias, o sistema tem capacidade para fazer quatro ciclos de rega por dia, com aplicação de 25 mm em cada área, e capacidade de retornar, caso necessário, com turno a cada 4 dias após.
Na parte econômica, o projeto ficou bastante adequado, com investimento equivalente a cerca de R$ 8 mil por hectare, com a vantagem de ter durabilidade muito longa, operação simples e praticamente sem manutenção. O projeto ficou um pouco mais caro em função da bomba utilizar motor monofásico e devido à maior parte da lavoura ter ficado distante da fonte de água.
