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Mini couve-flor é tendência de mercado

O consumo de hortaliças é um dos requisitos básicos para uma dieta saudável, contudo, nem sempre elas são as primeiras na lista de compras do brasileiro. Por isso, várias estratégias de produção têm sido adotadas, desde a escolha por cores mais atrativas e ricas em compostos antioxidantes até a produção de materiais menores que facilitem o preparo e reduzam desperdícios por parte dos consumidores. Nesse contexto, tem se destacado a produção de “mini-hortaliças”.

Desmistificando termos

Antes de falarmos sobre as “mini-hortaliças”, e mais especificamente a “mini couve-flor”, é importante diferenciar dois termos que são frequentemente usados, e normalmente confundidos, as “mini-hortaliças” e as “hortaliças baby”. 

O produtor/consumidor deve ter em mente que as chamadas “mini-hortaliças”, geralmente, são oriundas de sementes que passaram por melhoramento genético, e hoje existem vários exemplos, como o tomate, abóbora, abobrinha, couve chinesa, agrião, alcachofra, alho-poró, beterraba, berinjela, cebola, chuchu, melancia, pepino, pimenta, pimentão, rabanete, repolho, couve-flor, entre outros. 

Ainda dentro desse grupo, existe uma diferenciação, porque o termo “mini” também tem sido utilizado para as hortaliças submetidas a processamento mínimo, cujo objetivo é a redução do seu tamanho, porém, mantendo o seu formato original. Um exemplo comum são as minicenouras. 

Com relação às “hortaliças baby”, estas são obtidas a partir de uma colheita precoce do vegetal, como por exemplo, as alfaces baby leaf.  Dessa forma, a mesma semente utilizada para se obter um produto de tamanho convencional permite a colheita de um baby, coisa que não acontece nas mini-hortaliças. 

Demanda

A busca por minivegetais tem sido estimulada, especialmente, pela valorização do mercado gourmet, e ainda que o mercado seja considerado pequeno no Brasil, esses produtos vêm gradativamente conquistando o consumidor interessado em uma alimentação mais saudável e equilibrada. 

A aparência é um dos atributos de qualidade sensorial mais importantes nos alimentos para comercialização, que resulta na aceitação ou rejeição do consumidor. Dessa forma, o tamanho do produto comercializado tem sido um parâmetro na escolha, além das características organolépticas e qualidade nutricional. 

Neste parâmetro, a couve-flor é uma importante fonte de glicosinolatos, vitaminas (C, B1, B2 e B3), compostos fenólicos, fibras e minerais.

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