Agricultura

Governo de SP institui plano para erradicação do caruru-gigante e reforça atuação integrada no enfrentamento da praga

Fonte: Secretaria de Agricultura

Praga identificada em território paulista no início de fevereiro agora conta com plano que organiza ações de prevenção, controle e erradicação no Estado

O Governo de São Paulo instituiu nesta sexta-feira (20) o Plano Estadual de Prevenção, Controle e Erradicação do caruru-gigante (Amaranthus palmeri), planta daninha invasora de alto potencial de disseminação e impacto econômico. Conforme estabelece a Resolução nº 7/2026, publicada hoje no Diário Oficial do Estado, o plano define diretrizes técnicas e operacionais para a prevenção, contenção e eliminação da praga no território paulista, com o objetivo de proteger as cadeias produtivas agrícolas e preservar a competitividade do agro no Estado.

Coordenado pela Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o plano organiza as ações de vigilância, fiscalização e erradicação em todo o território paulista, com apoio das áreas de pesquisa, extensão rural, setor produtivo e prefeituras.

A medida foi adotada após a confirmação de foco da planta daninha em 3 de fevereiro de 2026, em uma propriedade no município de Mirassol, na região de São José do Rio Preto. A partir da detecção, a Defesa Agropecuária iniciou imediatamente as ações de interdição da área, eliminação do foco e monitoramento ampliado, integrando esforços para conter a disseminação e erradicar a ocorrência no Estado.

O plano estabelece protocolos padronizados de atuação, incluindo vigilância fitossanitária contínua, fiscalização, rastreabilidade, manejo integrado, interdição de áreas infestadas, eliminação imediata de focos e controle do trânsito de máquinas e implementos agrícolas. Também prevê a articulação entre os órgãos da Secretaria e instituições parceiras para monitoramento permanente e resposta técnica rápida.

Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, a formalização do plano consolida a resposta rápida do Estado diante de uma praga com elevado potencial de impacto econômico e produtivo. “O enfrentamento ao caruru-gigante exige atuação coordenada e permanente. Estamos mobilizando toda a estrutura da Secretaria, em parceria com produtores, prefeituras, instituições de pesquisa e o setor produtivo, para evitar a disseminação da praga no território paulista, preservando a competitividade da nossa agricultura”, ressalta.

Reunião técnica contou com cerca de 100 profissionais da região e abordou a atual situação fitossanitária do Estado e a importância do cadastro das áreas produtoras

Com alto potencial de impacto sobre culturas como soja, milho e algodão, além de elevar significativamente os custos de produção agrícola, o caruru-gigante demanda a adoção imediata de medidas técnicas coordenadas para contenção e erradicação da praga no Estado. Somadas, essas culturas representam R$13 bilhões do Valor da Produção Agropecuária paulista. A soja movimenta cerca de R$ 8,9 bilhões por ano no Estado, o milho mais de R$ 4 bilhões e o algodão R$ 181 milhões, o que evidencia o potencial de prejuízo econômico caso a praga se dissemine e justifica a adoção imediata de medidas coordenadas de contenção e erradicação.

“São ações que compreendem vigilâncias ativas e passivas, controle do trânsito de máquinas, manejos integrados, aplicação de medidas químicas, mecânicas e culturais, a eliminação imediata de focos, interdição de áreas, entre outras medidas que devem ser levadas em consideração por todo o setor produtivo para que consigamos extinguir essa praga do território paulista com a maior eficiência possível”, destaca Alexandre Paloschi, engenheiro agrônomo e diretor do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal.

Entre os próximos passos previstos estão a ampliação do monitoramento regional, o fortalecimento das ações de fiscalização coordenadas pela Defesa Agropecuária, a publicação de protocolos operacionais específicos, a capacitação técnica de equipes e a intensificação da comunicação com produtores e municípios.

Acesse o plano no Diário Oficial pelo link: https://doe.sp.gov.br/executivo/secretaria-de-agricultura-e-abastecimento/resolucao-saa-n-07-de-19-de-fevereiro-de-2026-20260219111512201643417

Amaranthus palmeri

O Amaranthus palmeri é uma planta daninha exótica, de crescimento rápido e elevada agressividade. Apresenta resistência a herbicidas e alta capacidade de dispersão, com plantas fêmeas capazes de produzir de 200 mil a 500 mil sementes por planta, dependendo das condições ambientais.

As plantas fêmeas podem produzir sementes viáveis mesmo na ausência de polinização por plantas machos, o que amplia o potencial de disseminação e exige monitoramento contínuo das áreas agrícolas.

Diante de qualquer suspeita de ocorrência, especialmente em áreas com indícios de resistência a herbicidas, a orientação é que produtores e técnicos entrem em contato com a unidade da Defesa Agropecuária mais próxima.

Related posts

Agenda de eventos internacionais do café em 2019

Fabrício Guimarães

FOLHA TÉCNICA: Mudas de café fracas, com mau desenvolvimento, podem ser recuperadas com adubo fosfatado

Fabrício Guimarães

COP30 destaca força da agricultura regenerativa.

Fabrício Guimarães

Deixe um comentário

Usamos cookies para melhorar sua experiência no site. Aceitar Leia Mais