Agricultura

Regeneração transforma solo em ativo estratégico

Fonte: Agrolink

A proposta final é transformar a evolução do solo em valor.

A agricultura regenerativa amplia o olhar sobre a gestão das lavouras ao colocar o solo entre os ativos estratégicos da propriedade. Além de produtividade, custos, rentabilidade e eficiência operacional, a proposta é acompanhar indicadores capazes de mostrar como as condições biológicas, físicas e químicas evoluem ao longo das safras e como as práticas adotadas interferem nesse processo.

A Allterra estruturou essa abordagem em uma Plataforma de Inteligência Regenerativa, que conecta diagnóstico, biociência, soluções integradas e mensuração. A estratégia organiza a gestão em cinco etapas: Decodificar, Potencializar, Integrar, Medir e Monetizar. O Índice de Biodiversidade do Solo ocupa posição central nesse ciclo ao permitir o acompanhamento da evolução das áreas e apoiar decisões de manejo com base em dados.

Na primeira etapa, o diagnóstico busca identificar as condições do ambiente produtivo e estabelecer uma referência para comparações futuras. Na sequência, a proposta é criar condições para ampliar o potencial do solo vivo. Entre as tecnologias utilizadas estão a TMF, voltada à construção do perfil do solo com fornecimento de cálcio e outros nutrientes em profundidade, e a Microgeo, direcionada à ativação de microrganismos e recomposição do microbioma.

A etapa de integração reúne estratégias de nutrição, biologia, proteção e cobertura conforme as características de cada área. Após a adoção dos manejos, novos diagnósticos permitem comparar resultados, acompanhar o Índice de Biodiversidade do Solo e orientar eventuais ajustes.

O indicador foi desenvolvido pela Biome Makers e utiliza uma escala de zero a 100, com classificações que variam de manejo nativo, com mínima intervenção humana, até manejo considerado prejudicial, associado a maior risco de perda de biodiversidade e fertilidade.

A proposta final é transformar a evolução do solo em valor para o negócio agrícola. Com a mensuração ao longo das safras, a empresa busca tratar o solo como patrimônio da propriedade, associando sua evolução à eficiência produtiva, à resiliência do sistema, à sustentabilidade e à rastreabilidade.

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