Agricultura

Inoculação, coinoculação e adubação de arranque cumprem funções complementares desde a implantação da lavoura

A boa produtividade da soja depende de uma série de fatores que precisam ser considerados desde a implantação da lavoura. Com safra estimada em 181,6 milhões de toneladas em 2026/2027, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o fornecimento de nutrientes, especialmente o nitrogênio, exigido em grandes quantidades pela cultura se torna indispensável.

“Ainda que esse elemento esteja presente em abundância na atmosfera, a soja não consegue absorvê-lo diretamente. Para aproveitá-lo, a planta estabelece uma associação com bactérias que transformam o nitrogênio atmosférico em compostos que podem ser utilizados em seu metabolismo. Esse processo é conhecido como fixação biológica de nitrogênio (FBN) e é fundamental para a nutrição da cultura”, explica o engenheiro agrônomo, Bruno Neves, gerente técnico e de marketing da BRQ Brasilquímica. 

Nesse processo entra a inoculação, prática que consiste em aplicar bactérias selecionadas, por meio de inoculantes, às sementes, favorecendo sua associação com as raízes e a formação de nódulos, nos quais ocorre a fixação biológica. Para que a associação seja estabelecida adequadamente, alguns cuidados são necessários desde o armazenamento até a aplicação. “A escolha de inoculantes adequados, o armazenamento correto e a aplicação conforme as recomendações técnicas ajudam a preservar a viabilidade das bactérias e favorecem o estabelecimento da associação com as raízes”, completa Bruno.

Outra possibilidade é a coinoculação, que combina bactérias, como do gênero Bradyrhizobium com Azospirillum brasilense. Enquanto as primeiras atuam diretamente na fixação biológica de nitrogênio, as outras estimulam o desenvolvimento das raízes, ampliando o potencial de exploração do solo e o acesso à água e aos nutrientes disponíveis.

É preciso ressaltar, porém, que a inoculação e a coinoculação não substituem as demais práticas de manejo nutricional. “A adubação de arranque na linha de semeadura é uma estratégia complementar, voltada ao fornecimento de nutrientes essenciais para o estabelecimento inicial da lavoura. A escolha das fontes e das doses deve considerar a análise de solo e as necessidades da cultura. O fósforo, por exemplo, participa do metabolismo energético da planta e contribui para o desenvolvimento radicular”, ressalta o especialista da BRQ.

A BRQ Brasilquímica disponibiliza soluções voltadas à inoculação e à coinoculação, como QualyFix Soja Líquido 7.2 (à base de bactérias do gênero Bradyrhizobium), e QualyFix Gramíneas (inoculante líquido formulado com estirpes de Azospirillum brasilense).

A combinação dos inoculantes, quando recomendada para as condições de cultivo, permite associar a fixação biológica de nitrogênio ao estímulo do desenvolvimento radicular. Essa atuação complementar favorece o aproveitamento dos recursos disponíveis no solo e contribui para o desenvolvimento da cultura, desde que sejam respeitadas as recomendações técnicas de aplicação e compatibilidade entre os produtos. “O planejamento precisa considerar as necessidades da soja desde a semeadura. A integração entre inoculação, coinoculação e adubação de arranque permite combinar processos biológicos e fornecimento de nutrientes, de acordo com as características e as necessidades de cada área”, adiciona Bruno Neves.

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