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fevereiro 26, 2024
Agricultura

No Brasil, evento mundial debate sustentabilidade, novas regras do comércio global e ESG no café

Por Cecafé

Diante de um crescente cenário global que demanda produtos com rastreabilidade e que adotem práticas alinhadas aos critérios ESG (governança socioambiental), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) promoverá debate com especialistas, lideranças e formadores de opinião dos principais parceiros comerciais do produto brasileiro no 9º Coffee Dinner & Summit, nos dias 25 e 26 de maio, em São Paulo (SP).

Sob o tema “Crescimento da produção: seus desafios e oportunidades em tempos de ESG”, o evento contará com a participação e contribuições de importantes atores do setor cafeeiro nacional e internacional – vindos principalmente de Europa, América do Norte e Ásia –, que debaterão os desafios que a cafeicultura global vive ao longo dos últimos anos, como economia e tendências de mercado, questões climáticas, sustentabilidade, logística e as novas regulamentações voltadas a um mercado consumidor mais verde.

O Brasil tem papel de grande relevância no comércio mundial de café, com market share de aproximadamente 40%, sendo fornecedor imprescindível para os principais países importadores.

“Com a importância mundial do país, é fundamental trazer à tona essas discussões e apresentar nosso case bem-sucedido de sustentabilidade durante o período de grandes dificuldades logísticas e anomalias climáticas. Fizemos o dever de casa e honramos os compromissos com os mercados interno e externo, mostrando eficiência, com os exportadores realizando trabalho exemplar para garantir que nossos cafés, sustentáveis, diversos e com muita qualidade, chegassem a todos os seus destinos”, destaca Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé.

No 9º Coffee Dinner & Summit, de acordo com ele, também será pensado o Brasil do café para os próximos anos e às futuras gerações, principalmente no que se refere à sustentabilidade econômica, social e ambiental em tempos de ESG.

“Sabemos que os desafios são muitos, mas que há grandes oportunidades. É importante comunicar, de forma inteligente e estratégica, a eficiência e a sustentabilidade intrínsecas à cafeicultura brasileira. No campo, o produtor adota boas práticas agrícolas, tornando a cafeicultura cada vez mais sustentável, com diversidade de origens, aromas e sabores, elevada qualidade, além de mitigar as anomalias climáticas, conforme demonstrado pelo estudo ‘Balanço de Carbono’ no café arábica. O segmento exportador, como grande parceiro dos produtores, repassa o maior percentual do preço FOB da exportação ao cafeicultor, fazendo todos os esforços diante dos gargalos logísticos, o que tem permitido atender aos mais variados e exigentes mercados consumidores, exportando para mais de 120 países”, pontua.

SUSTENTABILIDADE EVIDENTE
No Brasil, o café gera desenvolvimento onde é cultivado, melhorando a longevidade, a educação e a renda das comunidades ao seu redor. Isso se comprova pelo fato de o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) ser mais elevado em cidades com maior área plantada de café, conforme análise realizada pelo Cecafé no principal Estado produtor, Minas Gerais.

O Conselho também possui importantes ações alinhadas à melhoria de vida dos cafeicultores, como os projetos “Criança do café na escola” (estruturação de 137 laboratórios digitais, com entrega de 1.370 computadores); “Produtor Informado” (qualificação de 7 mil produtores em boas práticas agrícolas e inclusão digital); e “Café Seguro”, que possui foco na capacitação ambiental voltada à questão dos limites de resíduos.

Há, ainda, iniciativas sociais da entidade direcionadas à melhoria das condições de vida e trabalho nas comunidades cafeeiras, com ações para o aumento da conscientização sobre condições de trabalho decente, em alinhamento com a legislação laboral rural do Brasil, que é uma das mais exigentes do mundo.

Os cafés do Brasil também são importantes mitigadores do aquecimento global e referência em agricultura regenerativa. Estudo promovido pelo Cecafé, com condução científica da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) e do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), avaliou o impacto da transição de práticas convencionais, em fazendas de café de Minas Gerais, para aquelas que aportam mais matéria orgânica no solo e o mantém sob cobertura vegetal.

O resultado destaca a magnitude do serviço ambiental associado aos cafés do Brasil, pois foi obtido um balanço negativo de carbono da ordem de 10,5 toneladas de CO2 e equivalentes por hectare do produto cultivado. Ou seja, a atividade é carbono negativo, colaborando para a redução dos gases de efeito estufa (GEE) na atmosfera.

“Networking e transferência de conhecimentos aparte, o Coffee Dinner & Summit também será uma oportunidade para externarmos que os cafés do Brasil são referência global, produzidos com paixão, história e conservação dos recursos naturais, mantendo foco em sucessão familiar, equidade de gênero, aumento de renda, produtividade e qualidade, além de cultivados com respeito às Leis do Trabalho e do Meio Ambiente no campo”, conclui Matos.

CARBONO ZERO
Em linha com o sequestro de carbono da cafeicultura brasileira, o Cecafé obteve o Selo Verde da startup de reflorestamento Ecooar Biodiversidade para neutralizar a emissão de GEE com a realização do 9º Coffee Dinner & Summit. Através de cálculo das emissões de carbono geradas nos dois dias do evento, o Conselho compensou mais de 2,5 toneladas de CO2 através do plantio de árvores nativas, contribuindo para o reflorestamento de Áreas de Preservação Permanente (APP) na Fazenda Santa Emília, produtora de café em Garça (SP), onde a regeneração do meio ambiente e a preservação das águas de nascentes beneficiam, direta e indiretamente, cerca de um milhão de pessoas nas 62 cidades da região.

COFFEE DINNER & SUMMIT
O evento se destaca como um dos principais fóruns globais do setor cafeeiro, reunindo, a cada dois anos, cerca de mil pessoas e líderes de todos os segmentos da cafeicultura brasileira e mundial para promover a prospecção de negócios, criar oportunidades comerciais, compartilhar experiências e fazer networking, aproximando players do agronegócio e apaixonados pelo café em um ambiente espaçoso e aconchegante.

Sob o tema “Crescimento da produção: seus desafios e oportunidades em tempos de ESG”, a nona edição do Coffee Dinner & Summit tem por objetivo promover o debate e a reflexão a respeito dos desafios econômicos, climáticos, regulatórios, logísticos e, principalmente, sobre as iniciativas sustentáveis desenvolvidas pelo Brasil e demais nações cafeeiras, as quais respeitam os critérios da governança socioambiental.

Os interessados podem obter mais informações e realizar suas inscrições no site https://coffeedinner.com.br/.

APOIO INSTITUCIONAL
9º Coffee Dinner & Summit conta com apoio institucional da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), da European Coffee Federation (ECF), da National Coffee Association (NCA) e da Swiss Coffee Trade Association (SCTA).

PATROCÍNIO
A realização do 9º Coffee Dinner & Summit conta com o patrocínio de importantes parceiros do Cecafé e da cafeicultura global. Até o momento, são 12 patrocinadores (abaixo), número recorde na história do evento, além de outros que estão em fase final de negociação.

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