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setembro 11, 2026
Agricultura

Herbicidas controlam ervas daninhas em mudas de café produzidas em bandejas

Fonte: Café Point

Estudo em viveiro comercial mostra que aplicações de glifosato e diquat controlaram totalmente as plantas daninhas sem prejudicar a germinação das sementes de café.

Uma das formas de produção de mudas de café consiste no uso de bandejas plásticas como recipientes. Elas possuem diferentes números de células, nas quais fica contido o substrato de crescimento das mudas. As bandejas mais utilizadas para mudas de café são as de 32 células, que podem ser cônicas ou piramidais. Cada célula comporta cerca de 250 mL de substrato.

Os substratos comumente utilizados em bandejas de mudas são do tipo artificial, contendo fibra de coco, casca de pinus e turfa. Como esses materiais apresentam custo elevado e, em muitas regiões, são de difícil disponibilidade, diversos estudos têm sido realizados com o uso de materiais disponíveis nas próprias fazendas, combinados a esses substratos, visando maior viabilidade econômica do sistema.

Uma das combinações já estudadas consiste na mistura de substratos artificiais com esterco bovino. No entanto, têm ocorrido problemas com sementes de plantas daninhas presentes no esterco, que germinam e crescem no substrato, exigindo medidas de controle. O procedimento usual tem sido o arranquio manual das plantas, mas essa prática demanda grande quantidade de mão de obra, o que eleva o custo das mudas em grandes viveiros comerciais.

Na presente nota técnica, relata-se o estudo de herbicidas de pós-emergência para o controle de plantas daninhas em viveiro de mudas de café produzidas em bandejas. O trabalho foi realizado em um viveiro comercial com 640 mil mudas, no município de Campo Alegre (GO). No substrato, foram utilizadas combinações com terra e esterco. Após o semeio do café, a irrigação diária proporcionou forte germinação de plantas daninhas.

Nessa condição de elevada infestação, foi testada a aplicação de herbicidas à base de glifosato e diquat, utilizados na concentração de 1% na calda. O momento considerado adequado para a aplicação foi quando as plantas daninhas ainda estavam bem novas e antes da germinação das sementes de café. Com as plantas em menor tamanho, também foi possível utilizar doses menores dos herbicidas e evitar o recobrimento do substrato com os restos das plantas mortas pelos produtos.

Para cada herbicida, foram tratados dois canteiros, com 10 mil mudas cada, mantendo-se um canteiro sem tratamento como testemunha. O resultado do controle foi avaliado 15 dias após a aplicação dos herbicidas, determinando-se o percentual de plantas daninhas controladas.

Verificou-se controle total das plantas daninhas, deixando a superfície do substrato nas bandejas completamente limpa. No tratamento com glifosato, a morte das plantas foi mais lenta, enquanto com diquat ocorreu de forma mais rápida.

Quanto à germinação das sementes de café, avaliada 60 dias após o semeio, não foram observados efeitos negativos dos herbicidas. Esse resultado era esperado, pois os produtos utilizados atuam em pós-emergência e, ao atingirem o solo, ficam imobilizados pela argila e pela matéria orgânica.

Conclui-se que, em caso de necessidade, podem ser utilizados herbicidas de pós-emergência para o controle de plantas daninhas que venham a crescer no substrato de formação de mudas de café em bandejas, desde que a aplicação seja realizada antes da germinação das sementes de café.

Figura 1
Infestação de ervas em mudas de café em bandejas, antes (esq.) e depois (dir.) da aplicação dos herbicidas, antes da germinação das sementes de café

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