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julho 15, 2026
Agricultura

Ferrugem do cafeeiro exige manejo eficaz.

Fonte: Agrolink

A infecção pela ferrugem provoca queda precoce das folhas.

ferrugem do cafeeiro (Hemileia vastatrix Berk. et Br.) continua sendo a doença mais destrutiva da cafeicultura mundial. Segundo Bruno Henrique, engenheiro agrônomo, os prejuízos causados por essa doença afetam não apenas a produção da safra atual, mas comprometem também a sustentabilidade e a longevidade dos cafezais, especialmente nas lavouras de Coffea arabica L.

A infecção pela ferrugem provoca queda precoce das folhas, principalmente no período que antecede a colheita. Essa desfolha compromete o vingamento da florada, o desenvolvimento dos chumbinhos e, em casos mais severos, pode levar à morte de ramos produtivos. Estima-se que a doença pode reduzir em mais de 50% a produtividade da lavoura, além de afetar negativamente a qualidade dos grãos e os resultados econômicos da propriedade.

O manejo eficaz da ferrugem deve ser feito de forma integrada. O controle químico com fungicidas é fundamental, utilizando triazóis (como tebuconazol e difenoconazol) pela sua ação sistêmica e curativa, e estrobilurinas (como azoxistrobina e piraclostrobina) por sua ação preventiva e protetora. O uso combinado dessas moléculas aumenta a eficácia e reduz o risco de resistência do patógeno. Além disso, medidas culturais como podas para melhorar a aeração, nutrição equilibrada e monitoramento frequente também são essenciais.

Por fim, a adoção de cultivares resistentes, como algumas linhagens de Catucaí, Iapar e Obatã, ajuda a reduzir a pressão da doença. Deixar de controlar a ferrugem é colocar em risco não só a colheita atual, mas todo o investimento no cafezal. Para Bruno Henrique, investir em manejo eficiente não é um custo: é uma estratégia vital para garantir produtividade, qualidade e a sustentabilidade da cafeicultura brasileira.

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