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julho 16, 2026
Agricultura

Soja: é hora de vender ou segurar?

Fonte: Agrolink

A ideia é não concetrar toda a comercialização em um momento.

O mercado da soja atravessa uma fase de equilíbrio delicado, com pressão externa sobre as cotações e sustentação mais firme no mercado doméstico. A avaliação é da TF Agroeconômica, que aponta recomendações de cautela e comercialização escalonada diante da indefinição sobre a demanda chinesa e do peso da oferta sul-americana.

Segundo a consultoria, a devolução dos ganhos registrados após especulações sobre grandes compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos recolocou o mercado nos fundamentos tradicionais. O clima favorável nos Estados Unidos, a colheita acelerada na Argentina e a forte presença da soja brasileira no comércio internacional limitaram o avanço dos preços em Chicago. Ainda assim, a demanda por óleo, farelo e exportações brasileiras segue oferecendo suporte ao mercado físico interno.

Para os agricultores com soja disponível, a recomendação é aproveitar repiques de alta para avançar gradualmente nas vendas, sem concentrar toda a comercialização em um único momento. A manutenção de estoques deve ser considerada apenas quando houver boa capacidade financeira, já que o cenário internacional ainda mostra viés neutro a levemente baixista.

Em relação à safra 2026/27, a orientação é iniciar proteção de preços em volumes parciais, com operações escalonadas de hedge nos momentos de recuperação em Chicago. A TF Agroeconômica também recomenda travar margens positivas sempre que elas estiverem disponíveis, reduzindo a exposição a mudanças rápidas no mercado.

Para cooperativas e revendas, a indicação é usar períodos de pressão na bolsa para alongar coberturas, intensificar operações de barter e fixações antecipadas. O acompanhamento de eventuais compras chinesas segue essencial, pois qualquer confirmação pode alterar rapidamente o comportamento das cotações.

Entre indústrias e processadores, a demanda favorável por óleo e farelo permite compras escalonadas. Mesmo sem sinais imediatos de escassez de matéria-prima, a firmeza do consumo interno recomenda evitar exposição excessiva a descoberto.

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