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junho 16, 2026
Suinocultura

Queda de temperatura eleva risco de doenças respiratórias e prejudica desempenho dos suínos

Leitões estão entre os animais mais vulneráveis aos efeitos do frio, pois o frio exige aumento do gasto energético

O inverno começa oficialmente em 21 de junho, mas a queda da temperatura já começou em diversas regiões do país. Essa mudança de clima pode afetar o desempenho dos suínos, pois nessa situação os animais gastam mais energia para manter a temperatura corporal, o que reduz o ganho de peso e aumenta os custos de produção. Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que falhas no manejo térmico também comprometem os índices zootécnicos e o bem-estar do plantel.

“Durante o período mais frio do ano, não é só o desempenho dos animais que preocupa. Essa talvez seja a consequência mais fácil de se notar, porém as baixas temperaturas também favorecem o aparecimento de doenças e exige atenção redobrada do produtor com ventilação, aquecimento e controle da umidade nos galpões para manter os suínos saudáveis e produtivos”, destaca Gladstone Brumano, consultor técnico-comercial da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

Segundo o zootecnista e pós-doutor em nutrição de monogástricos pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), as baixas temperaturas fazem com que os animais utilizem parte da energia consumida nos alimentos para manter o corpo aquecido. Isso reduz o potencial de ganho de peso e piora a eficiência alimentar. “Em situações de frio intenso, aumenta o metabolismo basal e o consumo de ração e piora a conversão alimentar.”

Entre os principais sinais de desconforto térmico, estão animais amontoados, tremores, redução da movimentação e aumento do consumo de ração sem melhora proporcional do desempenho produtivo.

O frio também favorece o aparecimento de doenças respiratórias como pneumonia suína, influenza, pleuropneumonia e doença de Glässer, principalmente em ambientes com alta umidade, correntes de ar e ventilação inadequada.

“Muitas vezes, na tentativa de manter o galpão mais quente, a ventilação é reduzida em excesso, o que compromete a qualidade do ar e favorece o acúmulo de gases como amônia e dióxido de carbono”, alerta Brumano. “Então, para reduzir os impactos do inverno, alguns cuidados no manejo fazem diferença nas granjas. Entre eles, manter o isolamento térmico adequado, evitar correntes de ar, garantir boa ventilação, fornecer aquecimento aos leitões e acompanhar a temperatura e a umidade dos galpões. “

Além do manejo e da ambiência, a nutrição de precisão é essencial para manter o desempenho dos suínos nos períodos mais frios. De acordo com o consultor da MCassab, soluções voltadas à saúde intestinal e ao suporte imunológico contribuem para maior estabilidade sanitária, principalmente nas fases mais sensíveis da criação. “Hoje, o controle do ambiente impacta a sanidade, o desempenho e a rentabilidade da produção.”

Sobre a MCassab – O Grupo MCassab é uma organização familiar nacional, fundada em 1928, com administração profissional, que distribui ao mercado brasileiro e latino-americano. Com matriz em São Paulo (SP), a empresa está presente nas grandes capitais do Brasil, além de escritórios na Argentina, Paraguai, Uruguai, México, Colômbia, China e Índia. O negócio de Nutrição e Saúde Animal é um dos maiores do Brasil, atuando com especialidades e ingredientes para avicultura, suinocultura, pecuária de corte e leite, aquacultura e petfood. A Fider Pescados, que se dedica à criação e ao desenvolvimento de produtos a partir da tilápia. O negócio de Distribuição atende à área industrial com o fornecimento de matérias-primas para cosméticos, limpeza doméstica e institucional, farmacêutica, veterinária, química e agrícola. A NUTROR oferece pré-misturas customizadas ao mercado de alimentos, bebidas, suplementos e nutrição clínica. Mais informações: www.mcassab.com.br.

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