Pecuária

Preço do boi gordo segue estável em SP, mas avança em MT

O ritmo de exportações de carne bovina tem ajudado a impedir quedas para o valor da arroba

O mercado físico do boi gordo permanece com preço estável na maioria das “praças” pecuárias do país, como São Paulo, mas a arroba registrou avanços em algumas regiões de Mato Grosso. A demanda se mostrou aquecida em relação à oferta no Estado de Mato Grosso, que detém o maior rebanho bovino do Brasil.

De acordo com levantamento da Scot Consultoria, no sudoeste mato-grossense a cotação do gado subiu para todas as categorias, nesta terça-feira (28/1), na variação diária. Para o boi gordo, o aumento foi de R$ 1 por arroba, para R$ 320 por arroba, enquanto a vaca e a novilha tiveram altas de R$ 2 por arroba, para respectivos R$ 304 e R$ 314 por arroba.

Já na região sudeste de Mato Grosso, o preço do boi gordo subiu R$ 5 por arroba e o da novilha avançou R$ 2, passando para R$ 320 e R$ 310, respectivamente. Para a vaca não houve alteração, e o preço permaneceu em R$ 298 por arroba.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) afirmou em relatório que as cotações do gado gordo têm apresentado um viés positivo ao longo de todo o mês de janeiro, com altas maiores que as registradas em São Paulo. “Desse modo, a maior valorização em Mato Grosso em relação a São Paulo resultou no encurtamento no diferencial de base entre os Estados”.

A arroba em São Paulo é considerada o valor de base para o preço do boi e as variações em relação aos demais Estados são os diferenciais de base.

Na avaliação da Scot, em Barretos (SP) e Araçatuba (SP), o gado gordo permaneceu cotado em R$ 327 por arroba. “O mercado abriu com poucos negócios e com parte dos frigoríficos fora das compras. A cotação não mudou. As ofertas estão razoáveis e as escalas, em média, para oito dias”, disse a consultoria em relatório.

Mercado externo

O ritmo de exportações de carne bovina tem ajudado a impedir quedas para o preço da arroba. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até quarta semana de janeiro, o Brasil exportou 143,31 mil toneladas de carne bovina in natura. A receita gerada por esse volume foi de US$ 722,01 milhões, com média diária de US$ 42,47 milhões.

Além disso, a quantidade enviada diariamente para o exterior foi de 8,43 mil toneladas/dia, o que resultou em alta de 2,12% no comparativo anual. Outro destaque foi a melhora no preço médio pago pela tonelada, que ao longo das quatro primeiras semanas de 2025 foi de US$ 5.037,88 por tonelada, 11,38% maior que o registrado ao decorrer de todo o mês de janeiro de 2024.

“Por fim, é possível observar que a demanda externa pela proteína bovina brasileira continua elevada, e, uma vez mantido o ritmo dos envios pelos próximos dias, jan/25 poderá encerrar com um novo recorde para as exportações de carne bovina pelo Brasil”, estimou o Imea.

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