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maio 30, 2026
Agricultura

Panorama da Cafeicultura Nacional: Perspectivas das lavouras frente às condições climáticas para as Safras 2024/2025 e 2025/2026.

Fonte: Revista Cafeicultura

Representantes das principais regiões cafeeiras do brasil participaram do debate.

Especialistas renomados se reuniram para discutir o “Panorama da Cafeicultura Nacional: Perspectivas das Lavouras Frente às Condições Climáticas para as Safras 2024/2025 e 2025/2026”, na Fenicafé – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura, que acontece em Araguari, no Triângulo Mineiro. O painel contou com a participação dos engenheiros agrônomos Felipe Santinato (Cerrado Mineiro), Rodrigo Ticle (Cerrado Mineiro – Araxá), Gustavo Rennó (Sul de Minas), Dr. Marcos Dutra (Mogiana), Rogério Chiabai (Espírito Santo) e Ronaldo Viana (Noroeste de Minas), sob a mediação do Eng. Agr. Eduardo Mosca. ​

Os consultores destacaram que as condições climáticas adversas, como estiagens prolongadas e altas temperaturas, têm impactado significativamente a produtividade das lavouras de café. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa para a safra de 2025 é de uma produção total de 51,8 milhões de sacas de café beneficiado, representando uma redução de 4,4% em relação à safra anterior. ​

Para Felipe Santinato e Rodrigo Ticle, do Cerrado Mineiro, é muito importante desenvolver práticas de manejo que aumentem a resiliência das plantas às variações climáticas. Representando o Sul de Minas, Gustavo Rennó, enfatizou a necessidade de investimentos em tecnologias de irrigação eficientes para mitigar os efeitos das secas. Dr. Marcos Dutra, da região da Mogiana, apontou que a diversificação de cultivares pode ser uma estratégia para enfrentar os desafios impostos pelo clima. ​ Segundo Rogério Chiabai, do Espírito Santo, o crescimento expressivo na produção de conilon no estado, foi impulsionado por condições climáticas favoráveis e práticas de manejo adequadas. Por fim, Ronaldo Viana, do Noroeste de Minas, alertou para a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas e adoção de medidas preventivas para minimizar perdas. ​

A mediação de Eduardo Mosca proporcionou uma discussão integrada, permitindo a troca de experiências entre as diferentes regiões produtoras. O painel reforçou a importância da adaptação às mudanças climáticas e da implementação de práticas sustentáveis para garantir a produtividade e qualidade do café brasileiro nas próximas safras. ​

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