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Mercado de cannabis medicinal movimenta R$ 853 milhões no Brasil

Relatório aponta que 672 mil pacientes, 56% a mais que em 2023, fazem tratamentos com cannabis

O mercado de cannabis medicinal movimentou neste ano R$ 853 milhões no Brasil ante os R$ 699 milhões de 2023 e tem projeção de chegar a R$ 1 bilhão em 2025, segundo relatório da Kaya Mind divulgado nesta terça-feira (26/11).

A startup brasileira especializada em dados e inteligência de mercado no segmento da cannabis, do cânhamo e de seus periféricos apontou ainda que mais de 672 mil pacientes utilizam tratamentos com cannabis medicinal, um aumento de 56% no número de pacientes em comparação com o ano anterior. Do total de pacientes, 47% importam os medicamentos, 31% tem acesso via farmácias e 22% compram de associações que têm autorização judicial.

“A expansão da cannabis medicinal é visível no Brasil, não apenas em números, mas na forma como a medicina integra essas opções de tratamento à rotina dos pacientes em todo o país. Essa diversidade de produtos, que hoje são mais de 2.180, permite que cada vez mais brasileiros tenham acesso a soluções personalizadas para suas necessidades,” afirma Maria Eugênia Riscala, CEO da Kaya.

Os produtos estão disponíveis em diferentes formas farmacêuticas, como óleos, cápsulas, sprays e tópicos. Em 2024, o Brasil atraiu 413 empresas estrangeiras, que exportaram produtos para o país.

O mercado de cannabis medicinal, que vem crescendo a passos largos desde 2018, quando movimentava apenas R$ 3,7 milhões, deve ganhar ainda mais impulso com a aprovação unânime no Superior Tribunal de Justiça da importação de sementes e o cultivo de cânhamo industrial para fins medicinais. A votação no dia 11 de novembro deu prazo de até seis meses para Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regulamentar a prática.

O cânhamo industrial é uma variedade da cannabis que não provoca efeitos psicotrópicos, pois tem no máximo 0,3% de tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da maconha. Além de fins medicinais, o cânhamo pode ser usado na fabricação de fibras têxteis, óleos e alimentos, entre outros produtos.

Atualmente, apenas associações como a pioneira Abrace da Paraíba e pessoas com autorização judicial podem cultivar cannabis no país exclusivamente para fins medicinais. O plantio está proibido desde 1938 devido aos efeitos psicoativos da planta.

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