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maio 24, 2026
Agricultura

Grãos iniciam dia com oscilações moderadas

Fonte: Agrolink

O trigo registra queda nos contratos negociados na CBOT.

Os principais grãos iniciam o dia com movimentos mistos nos mercados internacionais e reflexos pontuais no mercado físico brasileiro. Levantamento da TF Agroeconômica aponta oscilações moderadas em Chicago, com influência de fatores climáticos, exportações e incertezas no cenário político externo.

O trigo registra queda nos contratos negociados na CBOT. O vencimento março/26 recua para US$ 563,25, enquanto dezembro/26 cai para US$ 606,25 e março/27 para US$ 622,50. A pressão vem de vendas contínuas por parte de investidores e da possibilidade de boas chuvas nas áreas de trigo de inverno das Grandes Planícies do Sul dos Estados Unidos. No Brasil, o mercado físico apresenta variações distintas, com o Paraná a R$ 1.158,45, em baixa no dia e no mês, e o Rio Grande do Sul a R$ 1.092,04, com leve alta diária e ganho acumulado mensal. No mercado externo, o trigo de exportação pelo Rio Grande é cotado a US$ 232 por tonelada, enquanto a Argentina apresenta preços entre US$ 205 e US$ 217 por tonelada, conforme o teor de proteína. A Rússia mantém, pela sétima semana consecutiva, taxas de exportação zeradas.

A soja opera em leve alta em Chicago. O contrato março/26 sobe para US$ 1.141,75, com ganhos também nos vencimentos maio/26 e maio/27. O suporte vem das chuvas excessivas em áreas agrícolas do Brasil, que atrasam a colheita, especialmente em Minas Gerais, onde apenas 27% da área foi colhida, segundo a Conab. No físico, o interior do Paraná registra R$ 120,22 e Paranaguá R$ 126,53, ambos com avanço no dia e no mês. O mercado monitora ainda incertezas políticas nos Estados Unidos, que podem limitar novas altas.

O milho também apresenta leve valorização em Chicago, com o março/26 a US$ 428,00. Na B3, os contratos mostram variações discretas, enquanto o físico é cotado a R$ 69,14, acumulando alta mensal. O mercado acompanha a votação de projeto relacionado ao uso do E-15 nos Estados Unidos, além do ritmo acelerado das exportações americanas, que segue dando sustentação aos preços.

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