Agricultura

Demanda por multissítios impulsiona alerta para ferrugem.

Fonte: Agrolink

O produto vem sendo avaliado há oito safras.

A proximidade da nova safra acende o alerta para a ferrugem da soja e a possível pressão sobre insumos essenciais ao manejo da doença. A partir desse cenário, a Sipcam Nichino conduz treinamentos técnicos para consultores e produtores, com participação de pesquisadores da UFRGS e outros especialistas, reforçando a necessidade de atenção preventiva ao avanço do fungo Phakopsora pachyrhizi.

Segundo o agrônomo José de Freitas, o período de chuvas regulares no Sul e o aumento da demanda por multissítios coincidem com um momento de oferta limitada desses fungicidas. Ele destaca que a falta de controle pode levar a perdas superiores a 90% da lavoura. A companhia mantém no portfólio o Fezan Gold, de ação sistêmica e protetora, indicado para ferrugem e outras doenças, e afirma ter capacidade para atender à demanda diante de possível escassez.

“Além do momento potencialmente favorável ao surgimento da ferrugem da soja, com chuvas regulares do Sul do Brasil, o mercado de agroquímicos enfrenta um período de alta demanda e de escassez por fungicidas multissítios, insumos essenciais no controle eficaz da doença”, ressalta.

O produto vem sendo avaliado há oito safras nos Ensaios Cooperativos de Rede do Consórcio Antiferrugem e, no ciclo 2024-25, permaneceu entre os mais efetivos, com eficácia média entre 66% e 71% nas últimas três temporadas. A tecnologia inclui clorotalonil, formulação líquida e suspensão concentrada, características apontadas como diferenciais no manejo.

Os treinamentos também abordam DFCs, como crestamento-foliar, mancha-parda e oídio. Nesses casos, Freitas relata resultados positivos com a associação entre Fezan Gold e Vitene, com destaque deste último no controle de oídio e das demais doenças de final de ciclo. “O fungicida Vitene® se destaca especificamente no manejo de oídio, crestamento-foliar (Cercospora kirkuchi) e da septoriose ou mancha-parda”, observa Freitas. “A mancha-parda se apresenta mais agressiva safra após safra”, ele finaliza.

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