15.3 C
Franca
junho 20, 2026
Notícias

Como o uso de tecnologia e dados está mudando o seguro rural

Os avanços tecnológicos do agronegócio e o acompanhar dessas mudanças pelo setor de seguro rural trazem mais fortalecimento ao setor

Anelise Valente

A utilização de tecnologia de monitoramento – como sensores, drones e satélites – na coleta de dados sobre as atividades agrícolas aumentam a previsibilidade e definição de viabilidade do negócio. Já o uso de Inteligência Artificial (IA) pode servir para prever eventos climáticos extremos, estudar as condições do solo, dentre outros fatores relevantes para o agronegócio. É capaz de, segundo publicação recente da BRQ*, “revolucionar a produção agrícola. A partir dela, os agricultores têm à disposição informações valiosas para a tomada de decisões quanto às espécies de plantio, os cuidados necessários, a gestão de risco e o uso de insumos.”

Muito vantajosos também são os robôs agrícolas. Alguns modelos podem identificar e eliminar ervas daninhas, como o robô Weeder, lançado pela Agtech estadunidense Carbon Robotics. O equipamento foi desenvolvido com a utilização das últimas tecnologias em robótica agrícola. “Ele se locomove de forma autônoma, é capaz de identificar e aplicar o laser para erradicar ervas daninhas por meio de energia térmica, sem prejudicar o solo e nem o meio ambiente. O equipamento permite que agricultores utilizem menos mão de obra e economizem com herbicidas para remover as plantas daninhas. Isso porque ele trabalha durante o dia ou a noite, conseguindo eliminar até 100 mil plantas daninhas por hora em uma cobertura ao redor de 10 hectares por dia. Isso garante maior confiabilidade, economia e rendimento da colheita”, informa publicação realizada no site Digital Agro**.

Por sua vez, através de Blockchain. De acordo com o blog Aegro***, com a tecnologia “é possível estabelecer mais segurança nas negociações digitais de produtos agrícolas. A blockchain permite compartilhar informações diversas, desde a produção no campo até a venda no varejo. Isso favorece a rastreabilidade de todo o setor”.

Esses são poucos exemplos das tecnologias já utilizadas pelo agronegócio e que têm gerado mudanças tanto qualitativas – alterando a forma de adesão e condução do negócio, contratos dos trabalhadores envolvidos, formato da entrega, etc. – quanto quantitativas. Consequentemente, têm influenciado e alterado, também, as relações jurídico-empresariais, inclusive no que concerne ao seguro rural.

A maior previsibilidade proporcionada ajuda a antecipar o risco e agiliza a resposta do seguro, bem como auxilia na personalização e precificação do seguro rural, melhorando a gestão do sinistro. Por isso que o uso cada vez mais adiantado das tecnologias nas atividades do campo tem modernizado ainda mais a oferta dessa modalidade de seguro, tornando a relação contratual mais personalizada e identitária. 

Para além das já mencionadas, pode-se frisar que imagens de satélite, uso de drones, sensores no maquinário pesado, monitoramento remoto das máquinas, programas de geolocalização, sistemas de análise de dados móveis, dentre inúmeras outras tecnologias disponíveis e em uso pelos empresários e trabalhadores rurais, são ferramentas que servem de norte para a especificação do negócio e para a mencionada individualização do seguro rural a ser contratado.

Essas informações mais específicas sobre as culturas, condições climáticas e outros fatores relevantes têm possibilitado o mencionado detalhamento das apólices de seguro e estreitado a relação entre segurado e seguradora, através da personalização daquelas. Além disso, plataformas digitais eficientes oferecidas pelas seguradoras facilitam na contratação do seguro, no acesso às condições e gestão da apólice, tornando o contato mais rápido e mais eficaz.

O avanço tecnológico no agronegócio vem, ainda, de encontro à demanda do campo pelo seguro rural, bem como “a informação mais acessível também contribui com o melhor planejamento dos empreendimentos, mitigando as perdas por adversidades climáticas e representam redução de custos de produção como o valor das apólices de seguro rural e a otimização do uso de insumos agropecuários”, conforme indica o pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Paulo Barroso ****.

Portanto, para além da modernização da relação entre segurado e seguradora, os avanços tecnológicos do agronegócio e o acompanhar dessas mudanças pelo setor de seguro rural trazem mais fortalecimento ao setor, segurança jurídica, proteção, preparo para as adversidades e, consequentemente, ainda maior protagonismo e competitividade no cenário global.

Related posts

Tarifa dos EUA ameaça exportações brasileiras.

Fabrício Guimarães

Excesso de chuvas atrapalha plantio do algodão.

Fabrício Guimarães

Produtores rurais usam bioinsumos para reduzir custo da produção e aumentar rentabilidade

Fabrício Guimarães

Deixe um comentário

Usamos cookies para melhorar sua experiência no site. Aceitar Leia Mais