Fonte: Agrolink
Valorização do dólar sustenta cotações, enquanto clima traz atenção à safra 2027/28.
A valorização do dólar frente ao real tem sustentado os preços dos cafés arábica e robusta no mercado brasileiro, mesmo diante da queda das cotações internacionais. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o câmbio tem compensado a pressão externa e mantido os valores domésticos firmes nos últimos dias.
No mercado internacional, o café arábica enfrenta um movimento de baixa associado às condições climáticas nas principais regiões produtoras. De acordo com pesquisadores do Cepea, o cenário reforça a percepção de maior disponibilidade global do grão na próxima safra, pressionando os contratos futuros.
A expectativa de recuperação dos estoques certificados na Bolsa de Nova York (ICE Futures) também influencia as negociações. Agentes do mercado consideram a possibilidade de recomposição mais consistente desses volumes, fator que tem contribuído para o recuo dos preços internacionais do arábica.
No Brasil, entretanto, a alta da moeda norte-americana tem limitado os efeitos dessa desvalorização sobre as cotações do café. O comportamento do câmbio permanece, assim, entre os principais fatores acompanhados pelos agentes do setor.
Para as próximas semanas, as condições climáticas nas áreas produtoras também devem ganhar importância na formação dos preços. Conforme o Cepea, a safra 2027/28 de café arábica está na fase de pegamento e desenvolvimento dos chumbinhos, período em que as condições das lavouras são acompanhadas de perto pelo mercado. Além disso, o ciclo 2027/28 corresponde a um ano de bienalidade baixa para o arábica. Segundo os pesquisadores, essa característica aumenta a sensibilidade das cotações a eventuais sinais de risco à produção.
