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setembro 26, 2026
Pecuária

Altos custos na produção de leite retiram produtores da atividade

As altas nos custos de produção e a falta de previsibilidade de preços estão desestimulando a produção de leite no Rio Grande do Sul. Com isto diversos produtores vem deixando a cadeia produtiva. É o que avaliam os participantes do Agropauta Web Talks ocorrido na noite desta segunda-feira, 13 de setembro. Estiveram presentes no encontro virtual o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, o assessor do Sistema Farsul, Rodrigo Rizzo, e a presidente do Sindicato Rural de Tenente Portela (RS), Márcia Mueller. Rizzo lembrou do recente relatório da Emater, onde mais de 50% dos produtores de leite no Estado deixaram a atividade de 2015 até agora. Citou também números da assessoria econômica do Sistema Farsul, onde demonstram o aumento dos custos para o produtor. “O custo de produção em julho de 2020, que era de R$ 1,28 passou para R$ 1,59 em julho de 2021.. Portanto tivemos 24% de aumento em relação à 12 meses. E se pegarmos o preço do nosso Conseleite em julho de 2020, de R$ 1,45 e em julho deste ano de R$ 1,70, dá um acréscimo de 18%. Isso nos leva a um resultado final de que a margem para o produtor reduziu em 33% nestes últimos 12 meses, ou seja, ele perdeu um terço em 12 meses”, salientou. Márcia reforçou lembrando dos problemas enfrentados pelos produtores de leite, seja com o clima ou seja de ordem econômica. “A atividade está à mercê de muitas intempéries, sejam elas climáticas ou sejam elas de fatores de nível de influência econômica especialmente no que tange o custo de algumas commodities que é o fator da matéria prima. E falo de quanto isso tem mexido no bolso do produtor rural e de qualquer cidadão que é consumidor. Vivemos em um momento de instabilidade e de grandes dificuldades pelos altos custos de produção e isso faz com o que os produtores saiam da sua atividade porque não conseguem organizar suas propriedades em alguns níveis de conhecimento”, ressaltou. Já Tang frisou também a necessidade de uma previsão de preços pagos ao produtor para que o mesmo possa realizar investimentos em qualidade e sanidade na propriedade. “Uma terneira nascida em setembro de 2021 só vai produzir lucro em setembro de 2023, são 24 meses, isso com ela bem criada, com conforto e boa comida. Então o segmento leite não é para aventureiros, não se pode um ano produzir leite e outro não, ele precisa se manter. O produtor de leite, e esta é uma luta grande, precisa ter um preço mínimo e até um preço futuro, que tenhamos certeza que não iremos ganhar menos e poder fazer algum investimento. É médio e longo prazo”, explicou. O Agropauta Web Talks é promovido pela AgroEffective e quinzenalmente traz nas segundas-feiras um encontro virtual sobre temas relacionados ao setor. O próximo debate ocorrerá no dia 27 de setembro, às 19h, no canal Agropauta Web TV no endereço www.youtube.com/agroeffective. Fonte: AgroEffective

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