Fonte: Agrolink
Fenômeno pode durar até março de 2027.
O El Niño muito forte tem probabilidade de pelo menos 90% de ocorrer entre setembro e janeiro, segundo a nova previsão da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (inmet). O fenômeno deve intensificar o aquecimento das águas do Pacífico e influenciar o regime de chuvas no Brasil, especialmente nas regiões Sul, Norte e Nordeste.
Segundo dados divulgados pela NOAA, há 90% ou mais de probabilidade de ocorrência de um El Niño Muito Forte nos trimestres setembro-outubro-novembro (SON), outubro-novembro-dezembro (OND) e novembro-dezembro-janeiro (NDJ). A agência também estima em 69% a probabilidade de que o episódio seja o mais intenso já registrado desde 1950. Nesse cenário, as temperaturas das águas do Pacífico Tropical podem atingir uma anomalia igual ou superior a 2,5 °C.
Fenômeno altera o clima no Brasil
O El Niño é caracterizado principalmente pela persistência de temperaturas muito acima da média nas águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Segundo dados divulgados pela NOAA, essa condição modifica a circulação atmosférica em grande escala e pode provocar impactos em diferentes partes do planeta. No Brasil, os efeitos são especialmente relevantes para as regiões Sul, Norte e Nordeste, onde o fenômeno pode alterar os padrões de chuva.
O atual episódio de El Niño começou em junho e os primeiros reflexos sobre o clima brasileiro já foram observados na Região Sul. Em julho, as chuvas ficaram entre 30% e 90% acima da média do mês, dependendo da localidade, de acordo com os dados apresentados pela NOAA. O comportamento reforça a possibilidade de continuidade de volumes elevados de precipitação no Sul durante os próximos meses.
Segundo dados divulgados pela NOAA, o fenômeno deve persistir até pelo menos março de 2027. A permanência do El Niño deve potencializar as chuvas acima da média no Sul do Brasil. Ao mesmo tempo, a partir de outubro, as regiões Norte e Nordeste podem enfrentar chuvas mais irregulares e volumes totais abaixo da média. O cenário climático aumenta a necessidade de acompanhamento das atualizações das previsões, especialmente para atividades agropecuárias que dependem diretamente da distribuição das chuvas.
