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junho 17, 2026
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Cenário econômico segue pressionado no Brasil

Fonte: Agrolink

No mercado doméstico, o dólar encerrou a semana anterior cotado a R$ 5,0951.

O ambiente econômico combina alívio parcial no exterior, inflação ainda resistente no Brasil e expectativa por decisões relevantes de política monetária. Segundo análise do Rabobank, o fim de semana trouxe um acordo provisório entre os EUA e o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz e avançar rumo ao encerramento do conflito, embora ainda existam divergências importantes e pontos pendentes nas negociações.

A avaliação é que os riscos geopolíticos seguem presentes, mesmo após o anúncio do acordo. O Estreito de Ormuz deve permanecer fechado por mais alguns dias, até que esteja livre de minas aquáticas e seguro para a navegação. Nos EUA, a inflação ao consumidor surpreendeu para baixo em maio, com o núcleo do CPI avançando 0,2% na margem, abaixo dos 0,3% esperados. Em 12 meses, o núcleo segue próximo de 3%.

No mercado doméstico, o dólar encerrou a semana anterior cotado a R$ 5,0951, com apreciação de 1,41% do real frente à moeda americana. Ainda assim, o desempenho foi o oitavo pior entre 24 moedas emergentes. Para o Rabobank, a expectativa de menor diferencial entre juros locais e externos ao longo de 2026, somada à possível recuperação global do dólar e ao quadro fiscal frágil em ano eleitoral, deve levar a moeda americana a se valorizar novamente ante o real, chegando a R$ 5,35 no fim do ano.

A inflação brasileira também segue no radar. O IPCA de maio subiu 0,58%, acima da projeção do mercado, de 0,53%, e da estimativa do Rabobank, de 0,51%. Apesar da moderação em relação a abril, quando o índice avançou 0,67%, a composição permaneceu pressionada, com alimentação ainda pesando e habitação ganhando força.

A atividade em serviços avançou 1,2% em abril, superando as expectativas e revertendo a queda anterior, mas ainda com sinais de recuperação moderada. Na semana, os principais destaques no Brasil são a decisão do Copom, com expectativa de corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 14,25%, além dos dados de varejo e do IBC-Br de abril. Na região, entram no radar indicadores do Peru, Chile e Colômbia.

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