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outubro 28, 2026
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Geopolítica muda o jogo das margens no agro.

Fonte: Agrolink

O Mar Vermelho virou um retrato desse novo normal.

O agronegócio entrou em uma fase em que fatores externos, antes tratados como pano de fundo, passaram a mexer diretamente com custo, margem e timing de venda. Segundo análise de Alê Delara, fundador da Pine Agronegócio e estrategista do agro, 2025 consolidou a geopolítica como variável operacional, visível em fretes mais longos, seguros mais caros e prazos que deixaram de fechar, até virar parte da rotina de quem opera o mercado.

O Mar Vermelho virou um retrato desse novo normal, com desvios pelo Cabo da Boa Esperança se tornando estruturais e alterando competitividade entre origens, prêmios e janelas de arbitragem. A guerra na Ucrânia manteve o grão disponível, mas com risco embutido, muitas vezes percebido mais no prêmio e na cautela do comprador do que na tela. Já a retomada da guerra comercial entre Estados Unidos e China travou por meses o fluxo de soja norte-americana e, quando houve reabertura parcial, a China já vinha abastecida via América do Sul, com estoques mais confortáveis e margens apertadas.

No Brasil, a supersafra e a melhora logística não se traduziram automaticamente em super rentabilidade. O câmbio acima de R$ 5,40 sustentou a receita em reais e os prêmios ficaram firmes por boa parte do ano, mas juros globais ainda altos encareceram o capital e ampliaram o peso do carrego. Com fertilizantes voláteis, a conta puniu quem segurou decisão demais. Para 2026, a leitura aponta um ano mais político do que climático, com volatilidade como padrão e maior exigência de gestão de risco e sofisticação comercial.

“Se esses movimentos globais fazem parte da sua rotina de decisão — comprar, vender, travar margem, planejar risco — minhas palestras e consultorias levam esse debate para dentro do seu time, com leituras práticas e cenários aplicados ao agro brasileiro”, conclui.

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