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julho 15, 2026
Pecuária

Alta temperatura agrava mastite e reduz pastejo.

Fonte: Agrolink

O calor intenso dos últimos dias impactou a bovinocultura de leite no RS.

O calor intenso dos últimos dias impactou a bovinocultura de leite no Rio Grande do Sul, causando estresse térmico nos animais e queda na produtividade. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (13), algumas regiões registraram chuvas que amenizaram o calor e ajudaram a manter as pastagens, mas os efeitos do clima ainda preocupam os produtores.

Na região de Bagé, a produção de leite em Hulha Negra segue estável, mas já apresenta sinais de queda devido ao estresse térmico e ao fim do ciclo das pastagens de verão. “A suplementação tem sido feita principalmente com ração e feno, já que poucos produtores ensilaram o milho”, aponta o relatório. Na Fronteira Oeste, as pastagens começam a se recuperar com as chuvas, mas a produção de leite ainda é limitada.

Em Erechim, o excesso de umidade nos estábulos favoreceu o surgimento de mastite e problemas nos cascos. Na região de Frederico Westphalen, os produtores estão recorrendo à silagem para manter a alimentação dos animais e reduzir os impactos do calor, o que pode elevar os custos de produção. Em Santa Rosa, o calor intenso prejudicou a atividade leiteira, reduzindo o tempo de pastejo e aumentando os casos de mastite. “Nas propriedades mais tecnificadas, os efeitos foram minimizados com ventilação e aspersão”, destaca a análise.

A qualidade do leite na região de Ijuí permaneceu dentro dos padrões exigidos pelos laticínios, e a alimentação dos animais foi garantida com silagem e ração para evitar restrições nutricionais. Em Passo Fundo, a expectativa é de recuperação da produtividade com a volta das chuvas, a queda das temperaturas e o ajuste na dieta dos animais. Já na região de Pelotas, o aumento da população de moscas e carrapatos pode impactar a produção.

Na região de Porto Alegre, o rebanho apresenta boa condição corporal e sanitária, apesar do calor. “O controle sanitário tem sido constante, com foco em carrapatos e bernes”, aponta o boletim. Em Santa Maria, os produtores seguem utilizando suplementação alimentar para minimizar perdas, enquanto em Soledade as altas temperaturas reduziram a produtividade do rebanho leiteiro.

No mercado, o preço do leite registrou queda devido ao aumento da oferta nacional. Enquanto os produtores enfrentam desafios com o clima, a expectativa é que a recuperação das pastagens e os ajustes na alimentação ajudem a estabilizar a produção nos próximos meses.

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