Fonte: Agrolink
A soja também opera em alta.
Os principais grãos iniciam o dia com movimentos distintos nas bolsas internacionais, refletindo fatores climáticos, geopolíticos e expectativas de demanda. Segundo informações da TF Agroeconômica, os contratos operam com ajustes técnicos e reação a variáveis externas que influenciam o humor dos investidores.
O trigo registra recuperação em Chicago após duas sessões consecutivas de queda. O contrato março de 2026 é negociado a US$ 544,50 por bushel, enquanto os vencimentos mais longos também avançam. O movimento é atribuído à proteção contra riscos e à previsão de clima mais seco entre seis e 14 dias nas Grandes Planícies do Sul dos Estados Unidos, região-chave para o trigo de inverno. No mercado físico, o Paraná apresentou leve recuo diário, com cotação a R$ 1.165,57, e o Rio Grande do Sul manteve estabilidade, a R$ 1.066,54. As negociações diplomáticas envolvendo Estados Unidos, Rússia e Ucrânia seguem em andamento, mas sem grandes expectativas de avanço.
A soja também opera em alta. O contrato março de 2026 supera US$ 11,40 por bushel, sustentado pela valorização do óleo de soja, que avança mais de 1%, e pelo suporte do petróleo. As expectativas de maior demanda chinesa seguem no radar, embora o mercado aguarde a confirmação em vendas efetivas. A entrada de novos volumes do Brasil, com a colheita em andamento, reforça a oferta, mesmo com perdas pontuais e possibilidade de chuvas desacelerarem os trabalhos. Fundos ampliaram posições compradas, enquanto o mercado acompanha o Fórum de Perspectivas do USDA e possíveis mudanças na área plantada nos Estados Unidos.
O milho apresenta leve correção negativa nos principais contratos. Apesar do suporte das exportações americanas e da busca por preços mais baixos, o desempenho depende de definições sobre a liberação anual do E-15 nos Estados Unidos. Entre os indicadores, o petróleo avança, o dólar opera a R$ 5,2390 e o índice do dólar sobe, fator que limita ganhos do trigo.
