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IA pode cortar custos do agro em até 20% e atrai investimento do setor

McKinsey estima economia operacional com inteligência artificial, pesquisa da PwC mostra que 78% dos CEOs do agronegócio planejam investir na tecnologia

A inteligência artificial pode reduzir entre 10% e 20% os custos operacionais de uma fazenda, segundo o relatório Global Farmer Insights 2026, da McKinsey & Company. Em aplicações específicas, como o uso de defensivos e herbicidas, a economia pode chegar a 90%. O potencial de redução de despesas acompanha o interesse crescente do setor pela tecnologia, segundo a pesquisa A Reinvenção do Agronegócio Brasileiro, da PwC Brasil, 78% dos CEOs do agronegócio planejam investir na integração da IA com plataformas tecnológicas nos próximos meses, ante 69% na média dos demais segmentos.

Para Henrique Galvani, CEO da Arara Seed, plataforma de investimento coletivo focada em startups de agro, food e climate techs, a inteligência artificial pode ajudar o setor a responder a desafios de produtividade, eficiência operacional e adaptação às mudanças climáticas. “Os dados demonstram que o agronegócio brasileiro está mais atento às novas tecnologias, especialmente em um cenário marcado pelas mudanças climáticas e pela necessidade de adaptação constante. A IA oferece soluções que permitem aos produtores enfrentar esses desafios e, ao mesmo tempo, aumentar a resiliência e a eficiência da produção”, afirma.

Entre as aplicações da tecnologia estão o monitoramento de lavouras por drones, a recomendação de fertilizantes com base em análises de solo e a previsão de colheitas a partir de dados climáticos e das plantas. A IA também pode apoiar o controle da irrigação, a identificação de pragas e a antecipação de riscos, contribuindo para o uso mais preciso de insumos e recursos naturais.

Apesar do potencial, a adoção dessas ferramentas ainda enfrenta obstáculos, como a falta de conectividade estável e de dados disponíveis em parte das propriedades rurais. “Para combater os gargalos de conectividade e infraestrutura digital, as agtechs têm espaço para desenvolver soluções adaptadas às necessidades do campo, combinando inteligência artificial, sensores e análise de dados. O desafio é ampliar o acesso à tecnologia e transformar seu potencial em ganhos concretos de produtividade e redução de custos para produtores de diferentes portes”, conclui o CEO da Arara Seed.

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