Fonte: Agrolink
“Não basta saber quanto custa uma determinada tecnologia”.
A análise do tecido vegetal pode ajudar a identificar limitações do cafeeiro e orientar decisões de manejo. Desenvolvido pela Agroallianz, o Projeto AAcRes combina avaliações laboratoriais e dados de campo para acompanhar respostas das plantas e avaliar investimentos.
Na Fazenda BellaMinas, em Guapé (MG), os resultados divulgados pela empresa apontam produtividade de 105,46 sacas por hectare no manejo AAcRes, ante 83,82 sacas na testemunha, em 2026. A diferença foi de 21,64 sacas por hectare, equivalente a 25,8%.
As plantas acompanhadas também apresentaram maior crescimento e retenção de folhas. O número médio de nós chegou a 9,43, contra 8,86 na testemunha, enquanto o enfolhamento na colheita ficou em 80,19%, frente a 72,59%. Esses indicadores ajudam a avaliar a formação da estrutura produtiva para os ciclos seguintes.
“Não basta saber quanto custa uma determinada tecnologia, é preciso entender qual problema ela resolve, qual resposta pode proporcionar à planta e se essa resposta tem potencial para se transformar em produtividade e rentabilidade”, diz Renato Menezes, engenheiro agrônomo e gerente de marketing técnico da empresa.
A metodologia relaciona compostos presentes nos tecidos ao funcionamento das plantas. Entre as estratégias avaliadas está o uso de osmorreguladores, com acompanhamento do estado hídrico, crescimento e área foliar sob estresse ambiental.
A proposta é vincular o custo das tecnologias ao problema identificado e à resposta observada no campo, considerando seus possíveis efeitos sobre produtividade e rentabilidade. “O caminho que estamos propondo é entender o que se pretende resolver, qual resposta se espera obter e como medir esse resultado. Dessa forma, o investimento passa a ser avaliado não apenas como custo, mas como parte da gestão do risco e do potencial produtivo”, conclui Menezes.
