Agricultura

Colheita de café na área de atuação da Cocapec atinge 60%

Nesta semana, a colheita de café atingiu 60% na região da Alta Mogiana, área de atuação da Cocapec. A expectativa é colher aproximadamente quatro milhões de sacas nesta safra, superando os desafios impostos pelas condições climáticas.

“Tivemos grandes volumes de chuva, principalmente no mês de junho, que atrapalharam o nosso fluxo no campo. Mesmo assim, estamos chegando ao final de uma safra grande e, ao mesmo tempo, muito desafiadora”, afirma Willian Cesar, gerente de Operações Café da cooperativa.

Hoje, a Cocapec está presente em diversas cidades dos estados de São Paulo, na Alta Mogiana, e de Minas Gerais, na região conhecida como Sul de Minas. Ambas as áreas estão entre as principais produtoras cafeeiras do país.

“Todos os nossos armazéns estão trabalhando em ritmo acelerado de recebimento. Hoje estamos no pico da safra, então ainda há muito trabalho pela frente, tanto no campo quanto nos armazéns”, acrescentou o gerente.

O contraste entre São Paulo e Minas

Embora o otimismo seja geral, a safra desenha um mapa de produtividade distinto entre as regiões de atuação da Cocapec. O grande salto e o aumento no volume de produção estão concentrados na parte paulista do circuito.

Essa diferença se explica pelo clima. Historicamente, à medida que se avança por municípios como Ribeirão Corrente, Jeriquara e Pedregulho, afastando-se do Sul de Minas, as temperaturas tendem a ser mais elevadas. No ano passado, essa característica foi agravada por uma seca severa combinada com calor intenso, o que resultou em uma quebra acentuada na safra paulista. No entanto, o regime de chuvas deste ano favoreceu o desenvolvimento dos frutos, permitindo uma recuperação surpreendente e lavouras extremamente carregadas em São Paulo.

Já nas áreas mineiras, que compreendem núcleos como Ibiraci, Capetinga, Claraval, São Tomás de Aquino, Delfinópolis e Itamogi, o comportamento é mais linear. Como essas regiões já haviam colhido uma safra relativamente boa no ano passado, a colheita deste ano apresenta um ganho mais estável em relação à anterior, sem o contraste tão abrupto visto no lado paulista. O resultado final, contudo, é unânime: praticamente 99% dos produtores da cooperativa colherão mais e com melhor qualidade.

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