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junho 10, 2026
Pecuária

Mato Grosso registra recorde em exportações de carne bovina em maio

Fonte: Agrolink

China impulsiona embarques de carne do estado.

As exportações de carne bovina de Mato Grosso atingiram recordes de volume e faturamento em maio de 2026, segundo análise semanal divulgada na segunda-feira (8) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. O desempenho foi impulsionado pela demanda internacional aquecida, especialmente da China, e pela valorização do produto no mercado externo.

De acordo com o levantamento do Imea, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior, os embarques de carne bovina do estado somaram 87,1 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) em maio. O volume representa crescimento de 3,55% em relação a abril deste ano e avanço de 32,27% na comparação com o mesmo mês de 2025.

O aumento das exportações também refletiu na receita obtida pelo setor. O faturamento alcançou US$ 440,72 milhões, resultado 7,83% superior ao registrado no mês anterior e 64,53% acima do observado em maio do ano passado. Segundo o Imea, tanto o volume exportado quanto a receita gerada representam os maiores resultados de 2026 até o momento e estabelecem recordes para meses de maio.

A China permaneceu como principal destino da carne bovina mato-grossense, concentrando 60,43% dos embarques realizados no período. O cenário favorável também foi sustentado pela valorização do produto, com o preço médio da carne exportada alcançando US$ 5.060,12 por tonelada equivalente carcaça.

Apesar dos resultados positivos, o instituto alerta para possíveis desafios nos próximos meses. Conforme a análise, a cota da salvaguarda chinesa está praticamente preenchida, o que pode elevar os custos de acesso ao mercado asiático e reduzir a competitividade da carne bovina brasileira no segundo semestre.

“O desempenho foi sustentado pela demanda externa aquecida, especialmente da China, que respondeu por 60,43% dos embarques no mês, e pela valorização da carne bovina”, destacou o Imea em sua análise semanal. O instituto também observou que o avanço da utilização da cota chinesa “pode elevar os custos de acesso ao mercado chinês e reduzir a competitividade da carne bovina nacional no segundo semestre”.

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