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julho 5, 2026
Agricultura

Safra de café 2026 pode chegar a 66,7 milhões de sacas, estima Conab

Fonte: Canal Rural

Volume projetado representa alta de 18% sobre a temporada anterior, com apoio da bienalidade positiva, de novas áreas e de clima mais favorável.

A produção brasileira de café está estimada em 66,7 milhões de sacas de 60 quilos na safra 2026, segundo o 2º Levantamento da Safra de Café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (21). Se confirmada ao fim do ciclo, a colheita será recorde na série histórica da estatal. O volume representa alta de 18% sobre 2025 e supera em 5,74% o resultado de 2020, até então o maior já registrado.

A Conab projeta aumento de 3,9% na área total destinada à cafeicultura, para 2,34 milhões de hectares. Desse total, 1,94 milhão de hectares estão em produção e 401,7 mil hectares em formação. A produtividade média nacional foi estimada em 34,4 sacas por hectare, avanço de 13% na comparação anual.

No café arábica, a produção deve alcançar 45,8 milhões de sacas, alta de 28% sobre a safra anterior. Segundo a Conab, o resultado reflete o atual ciclo de bienalidade positiva, a maior área em produção e condições climáticas favoráveis. Para o conilon, a estimativa é de 20,9 milhões de sacas, aumento de 0,8%. Nesse caso, a expansão da área produtiva, calculada em 388,22 mil hectares, compensa a queda de 3,5% na produtividade média, prevista em 53,9 sacas por hectare.

Entre os estados, Minas Gerais deve colher 33,4 milhões de sacas, alta de 29,8%. No Espírito Santo, a produção total foi estimada em 18 milhões de sacas, avanço de 3%, com crescimento do arábica e recuo de 4,2% no conilon. Na Bahia, a safra pode chegar a 4,7 milhões de sacas, alta de 5,9%. Em São Paulo, a previsão é de 5,9 milhões de sacas, aumento de 24,6%. Rondônia, com produção exclusiva de conilon, deve alcançar 2,8 milhões de sacas, elevação de 19,4%.

No mercado, o Brasil exportou 11,5 milhões de sacas entre janeiro e abril de 2026, queda de 22,5% ante igual período de 2025, conforme o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A Conab relaciona o recuo ao baixo nível dos estoques internos após safras mais limitadas e embarques aquecidos nos últimos anos. No cenário global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima produção mundial de 178,8 milhões de sacas no ciclo 2025/26, alta de 2%, enquanto a demanda deve crescer 1,3%, para 173,9 milhões de sacas.

A estimativa de safra maior amplia a oferta interna ao longo de 2026 e pode favorecer a recuperação dos embarques no segundo semestre, segundo a avaliação apresentada pela Conab. Ainda assim, o comportamento dos preços seguirá condicionado ao ritmo da colheita, ao nível dos estoques remanescentes e à evolução da demanda internacional.

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