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maio 19, 2026
Agricultura

Café fecha em queda com pressão do dólar e avanço da colheita no Brasil

Fonte: Revista Cafeicultura

Mercado foi pressionado pela volatilidade cambial e pela entrada gradual da nova safra brasileira
O mercado do café encerrou a quinta-feira (14) em queda nas bolsas internacionais, pressionado pela volatilidade do dólar e pelo avanço da colheita brasileira.

Na ICE Futures US, em Nova Iorque, o café arábica fechou em baixa. O contrato julho/26 recuou 505 pontos, encerrando negociado a 275,70 cents/lbp. O setembro/26 caiu 505 pontos, cotado a 268,35 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 perdeu 545 pontos, fechando a 261,60 cents/lbp.

Em Londres, o robusta também encerrou o dia no negativo. O julho/26 caiu 73 pontos, negociado a US$ 3.487 por tonelada. O setembro/26 recuou 68 pontos, cotado a US$ 3.372 por tonelada, enquanto o novembro/26 perdeu 68 pontos, encerrando a US$ 3.292 por tonelada.

O mercado acompanhou de perto a movimentação do dólar no Brasil. Segundo análise da Agrinvest, a volatilidade cambial nesta quinta-feira esteve mais ligada a fatores internos do que ao cenário externo, em meio ao aumento da aversão ao risco e às movimentações do mercado financeiro brasileiro. O fluxo estrangeiro e o ambiente eleitoral seguem no radar dos investidores e influenciam diretamente a direção do câmbio.

Mesmo com a moeda operando em queda ao longo da tarde, o mercado físico continuou cauteloso diante das oscilações recentes.

Além do câmbio, o avanço da colheita do conilon segue aumentando a oferta no mercado interno. A entrada gradual da nova safra brasileira continua trazendo acomodação para os preços, principalmente diante do ritmo mais lento das negociações no físico.

As condições climáticas seguem no radar dos operadores. Áreas produtoras do Sudeste continuam recebendo chuvas pontuais, principalmente entre Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Apesar disso, não há previsão de geadas nas principais regiões cafeeiras neste momento.

No mercado físico brasileiro, os negócios continuam moderados. Produtores seguem cautelosos nas vendas diante da volatilidade das bolsas e do dólar, enquanto compradores acompanham mais de perto o avanço da colheita e a entrada de novos lotes no mercado.

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