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outubro 4, 2026
Agricultura

Clima e logística pressionam mercado da soja

Fonte: Agrolink

Em Santa Catarina, o mercado manteve estabilidade.

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com ajustes nas estimativas de produção, desafios logísticos em importantes estados produtores e preços estáveis na maior parte das praças. A TF Agroeconômica informou que a safra nacional foi revisada para 178 milhões de toneladas, refletindo as perdas provocadas pela estiagem no Rio Grande do Sul.

No estado gaúcho, a quebra de produtividade comprometeu de forma irreversível o potencial das lavouras em regiões críticas. A comercialização física segue em compasso de espera, aguardando novos dados técnicos da Emater/RS-Ascar. No interior, Ijuí, Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa registraram R$ 118,00 por saca, enquanto no porto de Rio Grande a cotação ficou em R$ 130,00, sem variações no dia.

Em Santa Catarina, o mercado manteve estabilidade, com foco no abastecimento das agroindústrias de proteína animal. No porto de São Francisco do Sul, a saca foi negociada a R$ 128,66, com leve recuo de 0,26%.

O Paraná alcançou 42% de área colhida, segundo o DERAL, mas enfrenta forte saturação logística. Filas de até 15 quilômetros foram registradas no acesso ao porto de Paranaguá, levando produtores a recorrerem a silo bolsa. Em Cascavel, a saca subiu para R$ 116,23, enquanto Maringá e Ponta Grossa marcaram R$ 122,50.

No Mato Grosso do Sul, a colheita atinge 6,2%, atraso de 11 pontos percentuais ante o ciclo anterior, com mais de 60 casos de ferrugem asiática elevando custos. Os preços variaram entre R$ 107,00 e R$ 111,00. Já o Mato Grosso chegou a 78,34% da área colhida, conforme o IMEA, mas a concentração de oferta e gargalos logísticos pressionam as cotações, com valores entre R$ 101,50 e R$ 109,30 nas principais praças.

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