17.6 C
Franca
julho 15, 2026
Pecuária

Indicadores explicam diferenças entre rebanhos.

Fonte: Agrolink

A fertilidade está relacionada à capacidade do material genético.

A eficiência da inseminação artificial pode variar de forma significativa entre rebanhos, mesmo quando são adotados protocolos adequados e bom manejo. O tema é analisado em artigo de Ériklis Nogueira, doutor em Ciências Veterinárias e pesquisador em Reprodução Animal da Embrapa Gado de Corte, que aponta a fertilidade do sêmen como um dos principais fatores por trás dessas diferenças de resultado.

A fertilidade está relacionada à capacidade do material genético gerar prenhez e produzir bezerros, sendo observada principalmente pela taxa de prenhez e pelas perdas gestacionais. Nos rebanhos brasileiros que utilizam inseminação artificial em tempo fixo, a taxa média de prenhez fica em torno de 50%, podendo cair para cerca de 40% em situações de menor fertilidade. Já a escolha de touros mais férteis, associada a manejo nutricional e sanitário adequado, permite alcançar índices entre 60% e 65%, com impacto direto na eficiência e na rentabilidade do sistema.

As perdas gestacionais, estimadas em torno de 7%, também interferem nos resultados, especialmente em novilhas. Estudos com bases de dados coletadas a campo mostram diferenças consistentes de fertilidade entre touros, reforçando a importância desse critério na escolha do sêmen. A adoção dessa estratégia traz ganhos imediatos na prenhez e contribui, ao longo do tempo, para o avanço genético e produtivo da pecuária.

“Na prática, essas decisões devem estar associadas a bom manejo nutricional, sanitário e reprodutivo. Nas últimas décadas, a inseminação artificial se consolidou como uma das formas mais eficientes de aumentar a produtividade da pecuária brasileira, impulsionada pelo avanço das pesquisas, tecnologia e investimentos dos pecuaristas, com apoio de entidades como a ASBIA (Associação Brasileira de Inseminação Artificial). A experiência no campo mostra que dificilmente uma fazenda que adota a inseminação artificial volta atrás. É nessa direção que temos de caminhar para contribuir para o contínuo avanço produtivo da atividade”, conclui.

Related posts

Angus e Embrapa fecham acordo para pesquisa genômica no Brasil

Fabrício Guimarães

De quanto em quanto tempo posso tratar a água que sirvo para o gado com cloro?

Fabrício Guimarães

Desempenho exportador das carnes nas três primeiras semanas de 2022

Fabrício Guimarães

Deixe um comentário

Usamos cookies para melhorar sua experiência no site. Aceitar Leia Mais