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abril 27, 2026
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Máquinas inteligentes e conectadas mostram nova era da cafeicultura na SIC.

Fonte: Café Point

Inteligência artificial avança na cafeicultura, com máquinas que prometem mais eficiência, precisão e conforto.

Na 13ª Semana Internacional do Café, que começa nesta quarta (5) no Expominas, em Belo Horizonte (MG), o avanço tecnológico no campo e na indústria aparece em força, e o uso de inteligência artificial já é uma realidade. Máquinas mais precisas, velozes e confortáveis prometem oferecer mais eficiência e economia em tempos de mudanças climáticas. Confira algumas novidades.

Selecionadoras, da Anysort

Para marcar sua entrada no Brasil, há um ano, a empresa chinesa Anysort estreia na SIC suas selecionadoras eletrônicas de grãos, também com IA. O grão passa por uma bandeja projetada para evitar empilhamento e é capturado por câmeras frontais e traseiras de alta tecnologia. A IA lê essas imagens e, com base em receitas (personalizáveis pelo cliente), se autorregula para realizar a seleção por cor, tamanho e forma simultaneamente. Versáteis, as selecionadoras eletrônicas servem para vários tipos de grãos, entre eles, o café. São três tecnologias configuradas para café: a máquina Smart, com capacidade de 500 kg/hora, seleciona cafés verdes e torrados. Mais recente, a H Pro, que faz o mesmo trabalho, é capaz de remover os pequenos pedaços de “pau” no café. Já a MK seleciona o fruto fresco do café por cor (amarelo, verde e vermelho) e substitui o processo tradicional de separação do “boia”, economizando água e energia. “Mesmo anos após a compra, o cliente pode entrar em contato com o suporte pós-venda para receber novas receitas e ajustar a máquina para lidar com defeitos específicos ou, até mesmo, para “piorar” a seleção, caso o cliente necessite de mais defeitos no produto final”, diz Duda Laurentino, gerente de marketing da Anysort. 

Colheitadeira, da Jacto

Entre as apostas em maquinário agrícola da Jacto está a colheitadeira K3000, da Jacto. O modelo é voltado especialmente para áreas com declividade de até 30%, incluindo lavouras jovens — de primeira e segunda safra — e culturas de até 4,10 metros de altura. Com reservatório de 2 mil litros, sistema de três rodas e tração 3×3, a K3000 alia desempenho em terrenos desafiadores e baixo consumo de combustível. O equipamento conta também com alinhamento e nivelamento automáticos, além de permitir colheita e descarga simultâneas pela bica — sem necessidade de paradas. Para Atayde Nunes da Silva Jr., representante comercial da Jacto e que estará presente no estande da marca, o conforto do operador é um dos diferenciais do novo modelo. “A cabine foi desenvolvida pensando no conforto do condutor, incluindo ar-condicionado e banco pneumático”, explica.  Segundo a empresa, a K3000 é capaz de colher até 14 mil litros de café por hora, utilizando apenas 6,5 litros de diesel. 

Tratores, da John Deere

Lançado há cerca de um ano, o trator 5080EN, voltado principalmente para o café, faz parte da Série 5EN, que reúne potência e conectividade em máquinas compactas, com potências que variam de 60 a 80 cavalos. O produtor monitora as operações do maquinário em tempo real, acompanhando a performance do trator. As opções de transmissão também garantem agilidade nas manobras, durabilidade e melhor desempenho nas operações com velocidade reduzida. Os tratores da Série 5EN também têm bombas de 69 litros por minuto, e o design compacto provê mobilidade mesmo em áreas estreitas. A nova cabine dos tratores também busca conforto, com comandos ergonomicamente posicionados e volante com ajuste de posição e profundidade. 

Selecionadoras, da Selgron

A empresa Selgron leva para o evento duas de suas principais soluções para o selecionamento de café, ambas com Inteligência Artificial combinada e câmeras multicolor. Ao aliar sensores ópticos e inteligência artificial para identificar diferenças de cor e formato de grãos – entre eles, café – além de as selecionadoras processarem milhares de grãos por segundo, há ajustes sutis de tonalidade, por exemplo. A selecionadora de grãos THS trabalha horizontalmente, o que permite uma seleção mais delicada. Já a selecionadora TNS II trabalha com fluxo vertical – priorizando quantidade e volume – e tem quantidades de bandeja variadas.

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