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maio 31, 2026
Agricultura

Controle de parasitas na época do periparto é aliado estratégico dos produtores.

Situações que levam a depressão imunológica, levam a maior vulnerabilidade dos animais à infecções e, inclusive, aos efeitos nocivos dos parasitos

O periparto, período que começa 30 dias antes e dura até um mês após o parto, é caracterizado por uma série de alterações que ocorrem naturalmente no organismo das vacas. Essa delicada fase exige cuidados com a saúde e bem-estar dos animais para evitar prejuízos aos pecuaristas, como comprometimento da qualidade do leite e perdas econômicas associadas a queda no desempenho do rebanho.

Dentre os diversos fatores que devem ser monitorados, destaca-se o controle de parasitas. No periparto, o sistema imunológico das vacas fica naturalmente comprometido em função das alterações hormonais e metabólicas que as preparam para o parto, bem como para permitir o pleno desenvolvimento fetal e o estabelecimento da lactação.

Essa imunossupressão transitória compromete a capacidade do animal de controlar infecções parasitárias, permitindo a exacerbação dos efeitos negativos das infecções por parasitas internos, especialmente por vermes redondos (nematódeos) gastrointestinais. Consequentemente há queda na ingestão dos alimentos, que também podem ter sua digestão e absorção comprometidas, além de alterações no metabolismo dos mesmos.

É importante ressaltar que durante o periparto as vacas leiteiras passam pelo balanço energético negativo (BEN). Esse déficit de energia ocorre devido à produção do colostro e posteriormente do leite, que se torna crescente até o surgimento do pico da lactação. Nessa fase as necessidades de energia são altas e crescentes, ocorrendo o BEN. “O BEN que ocorre normalmente nas vacas leiteiras pode ser agravado caso o controle das verminoses não seja realizado no periparto. Estudos tem demonstrado (LIMA W S & GUIMARÃES M P, 1992; GENNARI et al., 2002; SILVA et al., 2012) um aumento crescente na quantidade de ovos de vermes redondos nas fezes das vacas a partir de 8 a 6 semanas antes do parto, culminando com máximas contagens na semana do parto. Este fato é importante e demonstra a relevância  do controle dessas verminoses o mais próximo possível ao parto (por exemplo, na semana prevista para o parto) a fim de mitigar os efeitos negativos dessas verminoses, com destaque para a redução do apetite que agrava ainda mais o BEN”, explica Marcos Malacco, médico-veterinário e gerente técnico de pecuária da Ceva Saúde Animal.

A manifestação dos efeitos negativos das verminoses associada ao déficit energético contribui para redução no potencial de produção de leite e impacta, até mesmo o retorno a reprodução pós-parto. 

Na literatura é possível encontrar relatos do aumento súbito e crescente nas contagens de OPGF (Ovos de vermes Por Grama de Fezes) nas vacas leiteiras iniciando-se em torno de seis semanas antes do parto e com pico máximo na semana da parição. Na maioria das vezes os resultados dessas contagens de OPGF retornam aos níveis anteriores, registrado no pré-parto, em torno de quatro a seis semanas após o parto.  Esta constatação aponta de forma clara, que o momento mais crítico para controle das principais verminoses gastrointestinais ocorre no periparto.

Para reduzir o impacto negativo das verminoses é importante investir na prevenção. O pecuarista deve implementar um planejamento eficiente, que considere os seguintes pontos: idade dos animais, ciclo de vida dos parasitas e época do ano, além de protocolos para aplicação de vermífugos de alta eficácia e adoção de práticas de manejo adequadas.

O protocolo recomendado é a aplicação de um antiparasitário altamente efetivo o mais próximo possível da parição e no momento da secagem da lactação anterior. “O tratamento no dia da secagem visa auxiliar a recuperação geral das vacas leiteiras, proporcionando melhores condições para atravessarem o período seco entre lactações. Já o tratamento no periparto visa reduzir, ao máximo, os impactos negativos das verminoses sobre a produção de leite e no retorno a atividade cíclica ovariana normal, ou à reprodução”, explica Malacco.

Outro ponto de atenção nessa fase é o controle de parasitos externos, como os carrapatos, moscas do chifre e berne. Há ainda uma verminose determinada por larvas de verme redondo que parasita a pele dos animais, a Stephanofilaria spp. Esta verminose denominada estefanofilariose, popularmente conhecida como úlcera do úbere, também pode causar uma série de prejuízos para o rebanho. “Ela é caracterizada pelo surgimento de feridas ulceradas, geralmente nas partes baixas do abdômen, particularmente na região do úbere. As feridas coçam bastante e atraem moscas, o que leva a irritação e ao menor bem-estar nas vacas. Essas lesões podem ser contaminadas por bactérias, incluindo aquelas que determinam as mastites”, detalha Malacco.

Desta forma,  o controle das verminoses e dos parasitos externos nesta fase auxilia na manutenção da saúde e bem-estar das vacas, além de contribuir para maior produção de leite e menor intervalo entre partos, pois pode contribuir para maiores taxas de prenhezes pós-parto., quando estes animais são tratados no periparto.

Formulado com o  princípio ativo endectocida denominado eprinomectina, o Eprecis® da Ceva é um antiparasitário que apresenta alta potência no controle das principais verminoses gastrointestinais, além de controlar importantes parasitos externos como os carrapatos, as moscas dos chifres e o berne. Além disso Eprecis® é o único antiparasitário chancelado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para o controle da estefanofilariose. O produto é seguro para vacas prenhes em qualquer estágio da gestação e apresenta período de descarte de ZERO dia para o leite das vacas tratadas.

Estudos realizado com a eprinomectina sendo empregada no periparto de vacas leiteiras (LITTLE et al., 2000; McPHERSON et al., 2001; NØDVET et al., 2001) e que envolveram mais de 3.400 vacas leiterias e avaliaram a produção leiteira até os 100 dias em lactação (100 DEL) dessas vacas, demonstraram um aumento médio de 0,61 Kg de leite/vaca/dia ou +61 Kg de leite em média no período total da avaliação, o que justificou plenamente o tratamento..    

Além do emprego de Eprecis visando o controle dos principais parasitos, é necessário investir em práticas de manejo ambiental, como rotação de pastagens, remoção de fezes e controle de umidade, medidas que também auxiliam no controle de parasitas e vetores de algumas parasitoses. Reduzir a exposição dos animais a larvas parasitárias no ambiente diminui o risco de reinfecção e contribui para a eficácia dos programas de controle.

“Um bom manejo, objetivando o bem-estar destes animais e a máxima produtividade na fazenda, combina a associação de medidas de biosseguridade com protocolos de vermifugação utilizando-se produtos de amplo espectro, seguros, de alta potência e sem descarte para o leite das vacas tratadas. Isso irá possibilitar às vacas melhores condições para que expressem o seu potencial genético em termos produtivos na próxima lactação”, finaliza Malacco.

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