Queda de preços faz vendas de feijão aumentarem

Chuvas persistentes impactaram a qualidade do produto

Os preços dos feijões danificados pela chuva, especialmente o feijão-carioca, têm levado, gradativamente, ao aumento do consumo em relação ao ano passado. Segundo o Instituto Brasileiro dos Feijões e Pulses (Ibrafe), o preço médio para o mês de janeiro de 2024 foi de R$ 331 a saca para os melhores lotes. Hoje, esses lotes têm como referência R$ 220, enquanto valores abaixo disso são proporcionais à qualidade.

“Embora o consumidor não tenha acesso à melhor qualidade, ele encontra preços baixos e isso tem elevado o consumo”, disse o instituto, em nota.

“Todos os empacotadores que possuem segunda e até terceira marca estão vendendo razoavelmente bem. Na gôndola, o consumidor não vê motivos para estocar, e, devido à inflação de outros alimentos que consome seus recursos, também não há como formar estoques”, completou.

No noroeste de Minas Gerais, maior produtor da leguminosa, as chuvas persistentes impactaram a qualidade do produto, embora as perdas em volume não sejam tão grandes. A colheita na região chegou a 35% da área semeada.

Os lotes de feijão recém-colhidos apresentam manchas, o que afasta os consumidores. Produtores com câmaras frias têm vantagem, pois conseguem precificar melhor seus estoques, valorizando produtos com boa aparência. “Produtores experientes têm optado por vender seus estoques de forma gradual, conforme a necessidade de caixa” diz o Ibrafe.

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