Objetivo é desenvolver soluções voltadas à agricultura regenerativa e à descarbonização da cadeia produtiva
Uma parceria entre Bayer, Embrapa, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) começa a realizar o cálculo da pegada de carbono do algodão brasileiro por meio da ferramenta Footprint PRO Carbono.
O cálculo inicial foi realizado com dados primários de agricultores do Mato Grosso, abrangendo uma área de 77 mil hectares vinculados ao programa PRO Carbono Commodities. Os resultados apontaram uma média de 329 kg de CO₂ equivalente por tonelada de algodão, com potencial de redução de até 32% em áreas específicas.
A ferramenta emprega a metodologia de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), e já vinha sendo aplicada para medir as emissões de soja e milho. Agora, com a inclusão do algodão, busca-se ampliar a compreensão sobre as emissões da cultura e desenvolver soluções voltadas à agricultura regenerativa e à descarbonização da cadeia produtiva.
Além de estabelecer uma referência nacional para a pegada de carbono do algodão, a iniciativa contempla análises regionais e a ampliação do estudo para Estados como Bahia e Goiás.
A expectativa do grupo é que os dados gerados possam ser utilizados para atender demandas de mercado e de programas como o Renovabio, contribuindo para o mapeamento das particularidades regionais e para a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis.
“O resultado esperado da cooperação técnica é gerar referências nacionais confiáveis de emissões de gases de efeito estufa para melhor posicionar a fibra e o óleo de algodão no mercado, incluindo no Renovabio. Temos a convicção que a eficiência produtiva do sistema brasileiro de algodão será refletida nos números”, afirmou Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa.
“Acreditamos no potencial de crescimento da cadeia produtiva do algodão e a Abiove tem a satisfação de participar dessa cooperação técnica que ressaltará os atributos ambientais dos produtos dessa agroindústria que contribui para a produção de alimentos, rações, fibras e bioenergia” destacou André Nassar, presidente da Abiove.