Fonte: Agrolink
A saúde intestinal também tem papel importante.
A qualidade dos alimentos de origem animal começa muito antes de chegar à mesa e está ligada à nutrição recebida pelos animais. Ingredientes, equilíbrio da dieta e estratégias alimentares podem influenciar cor, composição nutricional, estabilidade, vida útil e aspectos de segurança da carne, do leite e dos ovos.
Dietas formuladas de acordo com as necessidades de cada espécie favorecem o desenvolvimento, o metabolismo e o aproveitamento dos nutrientes. A FAO aponta a alimentação como um dos principais fatores ligados ao desempenho dos animais e à qualidade dos produtos, com reflexos sobre eficiência produtiva e bem-estar.
Estudos da Embrapa indicam que estratégias nutricionais adequadas podem alterar características da carne, como maciez, composição lipídica, estabilidade no armazenamento e rendimento industrial. Segundo João Ricardo Ronchesel, zootecnista e gerente de Produtos de Ruminantes na América do Sul da Kemin, a suplementação com vitamina E em bovinos pode retardar a oxidação da carne e ajudar a preservar a estabilidade da cor, contribuindo para maior vida útil.
No leite, a alimentação pode modificar o perfil de ácidos graxos e favorecer compostos como CLA e ômega-3. Nos ovos, carotenoides presentes na dieta das aves, como luteína e xantofilas, influenciam a intensidade da cor da gema.
A saúde intestinal também tem papel importante, porque um trato digestivo equilibrado melhora a digestibilidade e o aproveitamento dos nutrientes. Ronchesel destaca que esse aproveitamento está ligado à eficiência metabólica e à condição fisiológica dos animais.
A segurança dos alimentos também começa na propriedade. Ingredientes de qualidade, boas práticas na fabricação das rações, manejo e monitoramento fazem parte dos controles aplicados ao longo da cadeia produtiva.