FAESP: TRANSFERÊNCIA DO SERVIÇO FLORESTAL PARA O MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE TRAZ INSEGURANÇA AOS PRODUTORES RURAIS

23 de janeiro, 2023 – por FAESP

Presidente da Federação, Fábio de Salles Meirelles, diz que mudança feita pelo novo governo pode comprometer a implantação do Código Florestal


A transferência do Serviço Florestal Brasileiro e do Cadastro Ambiental Rural (CAR) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para o Ministério do Meio Ambiente, realizada pelo novo governo, vai gerar insegurança entre os produtores rurais, em função das diretrizes que vierem a ser criadas. A avaliação é da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP).

“O Serviço Florestal está interligado com as secretarias estaduais de Agricultura e conhece efetivamente o processo do CAR, para que se possa fazer o equilíbrio sustentável da produção. Essa mudança nos preocupa demais, porque pode haver uma dificuldade de interpretação e comprometer tremendamente a implantação do Código Florestal Brasileiro”, diz o presidente da FAESP, Fábio de Salles Meirelles.

O CAR é um cadastro de âmbito nacional e está sob o gerenciamento do Serviço Florestal Brasileiro. Esse cadastro é um banco de dados que traz informações aos órgãos públicos sobre o que existe nas propriedades rurais em termos de áreas de preservação permanente, reserva legal e áreas de uso restrito e aquela parte dedicada à produção agropecuária, de uso consolidado.

As reservas florestais privadas estão localizadas principalmente nas propriedades rurais, ficando o produtor rural responsável por sua preservação. No caso do Estado de São Paulo, no limite mínimo de 20%, entre áreas de preservação permanente e reserva legal.

Segundo o presidente, o risco é que parte dessa propriedade dedicada à exploração econômica da terra para a produção de alimentos, fibras e energia fique sujeita a normativos que não as reconheçam como áreas de uso consolidado. Para o presidente, a lógica é que, em sendo uma área dedicada à produção agropecuária, fique sob os cuidados do Ministério da Agricultura, enquanto a parte voltada exclusivamente à preservação ambiental – como parques nacionais, reservas ecológicas, áreas indígenas e outras de proteção – fiquem a cargo do Ministério do Meio Ambiente.

“É vocação natural do Mapa compreender melhor as necessidades do produtor rural. Precisamos lembrar que uma propriedade rural produz alimentos e contribui para a segurança alimentar. É uma atividade que, para ser perene, precisa ter viabilidade econômica e sustentabilidade”, finaliza.

Related posts

Tecnologia da ALLTIS faz monitoramento inteligente e digital dos silos, agilizando a tomada de decisões nas granjas e controlando a oferta de ração

Clima e crédito desafiam próxima safra

Governo de SP firma cooperação com programa da União Europeia para apoiar produtores rurais paulistas em novas exigências ambientais

Usamos cookies para melhorar sua experiência no site. Leia Mais