Café e açúcar também operam em alta, enquanto algodão tem queda
As soft commodities abriram em alta na bolsa de Nova York nesta quinta-feira (26), com destaque para os contratos de dezembro do cacau que saltaram 3,72% e ultrapassaram os US$ 8 mil por tonelada. O preço, há pouco, estava em US$ 8.250, maior alta dos últimos dois meses.
O clima é o motivo para a volatilidade e o aumento das cotações na bolsa americana. No caso das negociações da amêndoa, a recuperação está suportada por problemas persistentes de oferta, especialmente em Gana, o segundo maior produtor global e as informações de menor safra no maior produtor, Costa do Marfim.
A seca na África Ocidental preocupa, pois pode comprometer ainda mais a produção, com tendência em manter os preços elevados até o fim deste ano, indica o Barchart.
Café
Já os contratos de café arábica com vencimento para dezembro sobem 0,87%, precificados a US$ 2,7145 a libra-peso. Nesta manhã, as negociações em aberto ultrapassam os 101 mil contratos.
Segundo o especialista Eduardo Carvalhaes, do escritório Carvalhaes, os fundamentos do grão continuam os mesmos e “o sobe e desce das cotações, atendendo interesses de curto prazo de fundos e especuladores, deve continuar.”
As chuvas pontuais sobre algumas áreas de produção cafeeira no Brasil não são suficientes ainda para apontar outra realidade, que não uma redução da safra 2025-26, mas, acrescenta Carvalhaes, o cenário ficará mais definido após outubro, quando se espera níveis de precipitação maiores e floradas consistentes.
Açúcar
Também no campo positivo, o açúcar demerara opera a 23,64 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,94% nos contratos para março, os de maior liquidez no momento. Cotações seguem influenciadas pela alta do petróleo bruto e impulsionado pela seca e pelos incêndios que afetam a produção no Brasil, o maior produtor mundial.
Projeções de consultorias privadas indicam uma queda de 1,3% na produção de açúcar na principal região produtora do país, o que tem sustentado os preços no mercado.
Algodão
A única commodity na contramão da manhã é o algodão, que tem leve queda, de 0,16%, operando a 73,08 centavos de dólar por libra-peso. A pluma enfrenta maior volatilidade, com preços pressionados pela incerteza sobre as condições climáticas e pelo impacto de políticas comerciais globais. As oscilações recentes refletem tanto fatores climáticos adversos quanto a demanda flutuante, particularmente na Ásia.