BNDES aprova crédito de R$ 149 milhões para indústria de biodiesel do RS

Financiamento foi contratado pela empresa Bianchini, que teve suas estruturas afetadas pelas chuvas de abril e maio no Rio Grande do Sul

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 149 milhões para capital de giro para a gaúcha Bianchini, uma das principais produtoras de biodiesel do país e que foi afetada pelas enchentes de abril e maio.

Um dos armazéns da companhia, da filial de Canoas (RS), com capacidade para estocar 100 mil toneladas de soja, ficou inundado com a cheia do rio dos Sinos. Parte do produto armazenado — cerca de 35 mil toneladas entre grão, farelo e casca de soja — foi perdida. Por conta dos prejuízos, a operação no local ficou paralisada por quatro meses, até setembro.

O financiamento foi realizado na modalidade de contratação direta com o BNDES, sem intermediação de outra instituição financeira. O montante faz parte do programa de crédito emergencial com recursos do Fundo Social, que atende também produtores, cooperativas, cerealistas e revendas de insumos.

A inundação danificou prédios, móveis, veículos, equipamentos e estruturas da Bianchini, inclusive instalações elétricas e de automação. A empresa teve custos para retirar a soja e demais produtos estocados da unidade e descartar a parcela estragada pelas águas.

O financiamento vai auxiliar a Bianchini a cobrir gastos extraordinários e a manter 400 postos de trabalho com pagamento de salários em dia, premissa para concessão do crédito. A empresa também deverá renovar espaços e arcar com outras despesas para recuperar a unidade e os armazéns.

Além do biodiesel, a empresa produz óleos vegetais e farelos a partir do processamento da soja, presta serviços de beneficiamento de grãos, logística e armazenamento, bem como embarques portuários de granéis sólidos e líquidos.

“O crédito para capital de giro impulsiona a reconstrução da economia gaúcha, preserva empregos, revitaliza infraestruturas e acelera a recuperação econômica do Rio Grande do Sul, uma das prioridades do governo do presidente Lula”, disse o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

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