Soluções para rentabilidade no agro além das commodities.

Fonte: Agrolink

Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos.

De acordo com Gustavo Agnelli Albuquerque, Consultor Associado de Transformação Digital no Agronegócio da OW Interactive, a produção de commodities como soja, milho, gado e cana segue sendo o pilar da economia agro brasileira, e continuará por algum tempo. Dados históricos confirmam que o PIB da agropecuária mantém crescimento, impulsionado principalmente pela soja e outras culturas de ciclo curto.

No entanto, ele alerta que esse crescimento também traz desafios. A busca acelerada por aumento de produção e produtividade levou muitos produtores a se alavancarem financeiramente. Com a elevação dos juros, reflexo da política monetária de controle inflacionário, somada aos financiamentos de longo prazo, o peso das dívidas começa a sufocar o caixa. Além disso, algumas culturas, mesmo com alta eficiência agronômica, não estão gerando o retorno esperado.

A solução, segundo Gustavo, exige uma visão técnica apurada e uma mentalidade empresarial mais estruturada. Entre os caminhos estão: adoção de bioinsumos e adubos orgânicos produzidos na própria fazenda, práticas como rotação de culturas, além da introdução de cultivos de maior valor agregado e com menor concorrência. Outro ponto chave é a verticalização, trabalhar em conjunto com outros produtores, replicando o modelo bem-sucedido de grandes cooperativas.

“Produtores que estão tendo resultados em meio a crise, adotam essa estratégia, e sim, é possível fazer isso com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, conceitos fundamentais para acessar mercados mais exigentes”, conclui.

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