Fonte: Agrolink
O contrato de julho da soja avançou 3,06%.
A soja teve uma segunda-feira de recuperação nos mercados externo e interno, sustentada por compras técnicas em Chicago, câmbio firme e expectativas em torno da demanda chinesa. Segundo informações da TF Agroeconômica, a CBOT fechou em alta após o anúncio de Washington de que Pequim teria garantido compras bilionárias adicionais até 2028, movimento que impulsionou uma ampla gama de commodities.
O contrato de julho da soja avançou 3,06%, a US$ 12,13 por bushel, enquanto agosto subiu 2,93%, a US$ 12,11 por bushel. O farelo teve leve alta de 0,06%, e o óleo de soja avançou 2,37%, apoiado também pela manutenção do petróleo em patamares elevados diante do bloqueio militar no Estreito de Ormuz. Apesar da reação positiva, permanece a dúvida sobre o cumprimento efetivo do acordo de compras pela China, diante do histórico recente de frustrações comerciais.
No Rio Grande do Sul, o mercado físico teve valorizações marginais no interior, mas o Porto de Rio Grande recuou para R$ 127,67 no disponível. A colheita chegou a 95% da área, acima da média histórica, enquanto a estimativa de produção foi revisada pela Emater/RS-Ascar de 21,44 milhões para pouco acima de 19 milhões de toneladas. A irregularidade das chuvas provocou forte diferença de produtividade entre regiões, com rendimentos de 1.200 a 4.200 quilos por hectare.
Em Santa Catarina, Palma Sola subiu para R$ 114,00 e Rio do Sul ficou em R$ 115,00, enquanto o Porto de São Francisco do Sul recuou para R$ 130,00. A colheita atingiu 74% da área, e o vazio sanitário da Região II foi definido entre 13 de junho e 21 de setembro de 2026. No Paraná, a safra de 22 milhões de toneladas convive com pressão logística, frete mais caro e margens apertadas.
No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul registrou destaque em São Gabriel do Oeste, com alta de 3,30%, enquanto as exportações de abril chegaram a 1,03 milhão de toneladas. Em Mato Grosso, a produção recorde de 51,56 milhões de toneladas pressiona silos e fretes, em meio ao temor com custos projetados acima de R$ 8 mil por hectare no próximo ciclo.