Soja avança no exterior e recua no mercado físico

Fonte: Agrolink

O movimento compensou parcialmente os dados considerados baixistas do USDA.

O mercado da soja encerrou o período com alta moderada em Chicago, enquanto as principais praças brasileiras registraram movimentos mistos, pressão logística e preocupação com custos. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho avançou 0,72%, para US$ 11,1675 por bushel, e o de agosto subiu 0,45%, para US$ 11,2425, com apoio das demais commodities do complexo e do clima quente nos Estados Unidos.

O movimento compensou parcialmente os dados considerados baixistas do USDA, que elevou a estimativa de área plantada para 34,55 milhões de hectares e informou estoques de 28,88 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, as condições de lavouras boas ou excelentes recuaram um ponto percentual, para 65%, com 19% das áreas em floração. No complexo, o farelo ficou estável e o óleo caiu 3,37%, acompanhando a perda de força do petróleo.

No Brasil, o mercado físico terminou junho sob desvalorizações em várias regiões. No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande recuou para R$ 135 por saca, enquanto a produtividade final ficou 14,8% abaixo da projeção inicial. A pressão sobre a armazenagem aumentou com o fim da colheita da soja e o avanço das culturas de inverno.

Em Santa Catarina, São Francisco do Sul foi cotado a R$ 130, com a oferta nacional elevada pressionando os preços. No Paraná, Paranaguá ficou próximo de R$ 134, e a safra de soja foi consolidada em 21,778 milhões de toneladas. Em Mato Grosso do Sul, os custos chegaram a R$ 6.115,83 por hectare, o equivalente a 50,97 sacas para o equilíbrio financeiro, o que reforçou a retenção do grão. Em Mato Grosso, as cotações recuaram em várias praças, enquanto a colheita do milho alcançou 32,41% da área e aumentou a disputa por espaço e transporte.

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