Fonte: Revista Cafeicultura
A primeira estimativa divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no dia 5 de fevereiro de 2026, aponta para uma produção brasileira de 66,2 milhões de sacas de café beneficiadas, volume que representa um crescimento de 17,1% em relação ao ciclo anterior. O número reforça a expectativa de recuperação produtiva, especialmente em ano de bienalidade positiva do arábica.
No cenário internacional, o Rabobank projeta que a produção mundial poderá atingir 180 milhões de sacas de 60 kg na safra 2026/27, com destaque para o desempenho do arábica brasileiro. Já a Hedgepoint Global Markets estima que o Brasil poderá colher entre 46,5 milhões e 49 milhões de sacas de arábica, com colheita concentrada entre abril e agosto.
Apesar dos números robustos no papel, o mercado ainda trata a safra 2026 com cautela.
Isso porque parte das lavouras passou por períodos de estresse climático nos últimos ciclos, além de ainda existir dependência das condições de chuva durante fases decisivas como enchimento de grãos e maturação. Qualquer irregularidade climática nos próximos meses pode alterar significativamente o potencial produtivo projetado.
Outro ponto de atenção é que os estoques globais seguem ajustados após anos de oferta apertada. Assim, mesmo com perspectiva de aumento na produção, o mercado permanece sensível a riscos climáticos e logísticos.
No curto prazo, a expectativa de maior oferta ajuda a explicar o movimento recente de acomodação nas cotações internacionais. No entanto, o comportamento dos preços ainda dependerá da confirmação efetiva da safra no campo.