Na quarta-feira, cotações ficaram no terreno positivo, mesmo com a baixa do dólar e do grão no mercado internacional
O preço da soja se manteve em alta no mercado interno, apesar da baixa no mercado internacional, na quarta-feira (4/12). Levantamento do Valor Data com base nos dados da Scot Consultoria mostra elevação nas cotações na maior parte das praças pesquisadas, com a saca acima dos R$ 140 no Paraná e valendo mais do que R$ 130 nos locais de referência no norte de Mato Grosso.
Em Ponta Grossa (PR), 60 quilos do grão eram negociados, em média, a R$ 142 (+0,70%). Na região das Missões, no Rio Grande do Sul, a R$ 137 (+1,46%). Em Campo Novo do Parecis (MT), o valor médio no dia foi de R$ 134 (+0,37%) e, em Sorriso (MT), de R$ 139 (+0,72%). Considerando um período de uma semana, os dados da consultoria mostram valorização acumulada em todas as regiões.
Na quarta-feira, o preço da soja no mercado brasileiro teve movimento contrário ao registrado no mercado internacional. Na bolsa de Chicago, o contrato para janeiro fechou a sessão a US$ 9,83 o bushel, queda de 0,81%, com o mercado internacional levando em conta fatores positivos para a oferta, como o avanço da safra do Brasil.
“As oscilações dos derivados e as boas condições na América do Sul pressionaram as negociações. Novas tensões comerciais entre China e Estados Unidos também pesaram sobre a CBOT”, analisa Matheus Pereira, da Pátria Agronegócios, em boletim divulgado pelas redes sociais.
O dólar fechou o dia em queda no mercado cambial brasileiro, mas ainda se mantém acima dos R$ 6. Na quarta-feira, caiu 0,13%, cotado a R$ 6,04. Os operadores seguem atentos às discussões sobre o pacote de corte de gastos do governo brasileiro, que está em tramitação no Congresso Nacional.
Mesmo com a baixa, a cotação acumula alta de 2,29% em uma semana e de 4,58% no período de um mês. No mercado futuro, que acompanhou a queda no spot, a aposta é de que a moeda americana ainda tem algum espaço para subir. Na B3, o contrato para janeiro fechou a R$ 6,053. Em uma semana, a alta acumulada é de 1,35% e, em um mês, de 4,24%. O vencimento fevereiro de 2025 ajustou para R$ 6,07.